Partido Socialista (PS) Faro pede esclarecimento sobre as declarações de Rogério Bacalhau no contexto do chumbo do orçamento municipal para 2024.
O Orçamento Municipal para 2024 no valor de 73.771.000 euros, indica onde é que a Câmara Municipal pretende gastar o dinheiro arrecadado aos contribuintes farenses ao longo do período a que se refere o Orçamento (2024).
No entanto, entendem os socialistas, «de acordo com as palavras proferidas pelo senhor presidente da Câmara à Comunicação Social Regional, o orçamento para 2024 não trazendo nada de novo, também não traz nada de bom para o concelho e por isso foi rejeitado, desde logo, pelos deputados do seu próprio partido, o PSD, em votação na Assembleia Municipal que se associaram os votos PS, PAN, BE, CDU».
Em nota enviada hoje às redações, o PS Faro diz que «se por um lado, esta rejeição pelo PSD, pressupõe o desacordo com vários aspetos da governação municipal da coligação PSD/CDS, por outro lado, é também notória a disputa interna que se trava no PSD, com vista a lugares nas eleições autárquicas de 2025».
«O que é muito, mas mesmo muito estranho e pouco normal, é o facto de o presidente da Câmara, ter contradito os motivos do voto desses deputados da coligação, (PSD/CDS), referindo que a Câmara não é nenhuma agência de emprego».
Para o PS Faro, «esta afirmação diz-nos claramente que os reais motivos para o chumbo do Orçamento por parte dos deputados do PSD, não estão relacionados com o desacordo com as opções de governação expressas neste orçamento, mas com uma questão de empregabilidade. Pela gravidade desta afirmação, importa que este assunto seja clarificado de uma vez por todas. Afinal, a que empregos se refere o Sr. presidente da Câmara, para quem são esses empregos e quais são os empregos, onde estão localizados e como é que as pessoas em causa acedem a eles?».
«Os farenses, para total escrutínio e transparência da ação política de quem os tem governado nos últimos 16 anos, concretamente o PSD/CDS, não podem ter essa dúvida. E o presidente da Câmara tem o dever de a explicar rapidamente», desafia a nota assinada por Adérito Silva, presidente da concelhia.
O barlavento teve acesso à declaração de voto de Tiago Botelho e Gameiro Alves, deputados municipais do PSD, que levou ao chumbo do orçamento municipal e que pode ser lida aqui.