Comité para a cogestão da pesca do polvo no Algarve será o segundo de uma pescaria em Portugal e conta com o financiamento do Mar2020.
O fórum final do projeto ParticiPESCA contou com a presença da secretária de Estado das Pescas, Teresa Coelho, e no qual foram apresentadas as recomendações para o futuro comité de cogestão do polvo no Algarve e para a proposta de Plano de Gestão para esta pescaria, no dia 9 de dezembro.
Financiado pelo Mar2020 e com cofinanciamento da Fundação Oceano Azul, o ParticiPESCA é liderado pela ANP|WWF em parceria com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), o Centro de Ciências do Mar (CCMAR) da Universidade do Algarve (UAlg) e o Environmental Defense Fund (EDF).
Durante dois anos, envolveu 15 associações de pescadores e organizações de produtores, que representam mais de 700 pescadores ao longo de toda a região, além de outras entidades envolvidas na pescaria como administração, comunidade científica, organizações não-governamentais e setor comercial.
Rita Sá, coordenadora de Oceanos e Pescas da ANP|WWF, explica que «com base na informação legislativa, técnica e científica disponível, foi possível consensualizar, no seio do grupo de trabalho deste projeto, planos e visões para a próxima década.
«Todas as partes querem ter, até 2035, uma pesca rentável e sustentável e socialmente justa, contribuindo para um ecossistema equilibrado, atrativo para os jovens, que melhore a condição socioeconómica dos pescadores e que salvaguarde a segurança alimentar», acrescenta.
Confirmando-se a vontade política já anunciada pela tutela, esta pescaria deverá agora seguir os passos formais traçados de forma pioneira pela Cogestão da Apanha de Percebe na Reserva Natural das Berlengas, instalado formalmente a 28 de março.
No Algarve, «a confirmar-se o projeto, a gestão e a monitorização desta pescaria deixará de estar apenas sob a alçada do governo e da administração central. O conhecimento científico, a experiência dos pescadores e a preocupação ambiental com a proteção do recurso e a sobrevivência das comunidades costeiras, estarão de braços dados na construção dos processos de regulamentação, monitorização e fiscalização da pesca do polvo no Algarve», conclui Rita Sá.