A Câmara Municipal de Portimão anunciou hoje o reforço de mais de 50 assistentes operacionais nas escolas do concelho e apela a um diálogo prévio às paralisações previstas para o setor da educação.
A Câmara Municipal de Portimão manifestou hoje «preocupação» com as paralisações anunciadas para o setor da educação no concelho, para os dias 4 a 15 de maio, «tendo em conta o impacto que estas poderão ter no funcionamento das escolas, nos alunos e nas suas famílias».
Em comunicado, a autarquia «reconhece a existência de desafios nas escolas, em particular ao nível dos assistentes operacionais, e tem vindo a acompanhar esta realidade em articulação com os agrupamentos escolares».
Neste âmbito, «reuniu recentemente com as direções dos agrupamentos de escolas do concelho, não tendo sido identificadas situações que coloquem em causa o funcionamento das cantinas e/ou a segurança dos alunos».
O executivo socialista de Álvaro Bila diz que «encontram-se em fase de implementação medidas que permitirão o reforço das equipas escolares com mais de 50 assistentes operacionais, incluindo mais de 40 até ao próximo mês de junho, bem como o reforço adicional na área da cozinha».
Em paralelo, a Câmara Municipal de Portimão diz que tomou a iniciativa de contactar os representantes sindicais, «propondo a realização de reunião em momento prévio às paralisações anunciadas, tendo indicado várias datas concretas para o efeito, com o objetivo de prestar esclarecimentos e contribuir para a resolução das questões identificadas, encontrando-se, até ao momento, a aguardar resposta à proposta apresentada».
A autarquia «considera que o diálogo deve ocorrer em tempo útil, permitindo evitar perturbações à comunidade educativa».
Nesse sentido, entende que «a realização de reuniões apenas no próprio dia da greve ou em momento posterior não contribui para uma resposta eficaz e atempada».
Por fim, o município conclui com a garantia que se mantém «disponível para um diálogo construtivo e responsável, reiterando o seu compromisso com a melhoria das condições nas escolas, com a valorização dos seus profissionais e com a defesa dos interesses dos alunos e das suas famílias».
Segundo o STOP – Sindicato de Todos os Profissionais da Educação, no dia 16 de abril, na Escola Básica Júdice Fialho, os trabalhadores reunidos em plenário decidiram, por unanimidade, iniciar um processo de contestação pela não resolução da falta de assistentes operacionais nas cantinas e nas escolas de Portimão, bem como, das obras de requalificação e manutenção das mesmas.
«Os colegas reunidos decidiram realizar um plenário com passeata pelas ruas da cidade no dia 27 de abril e que se vai repetir no próximo dia 4 de maio, e iniciar uma greve para todos os profissionais de educação do concelho de Portimão, inicialmente, com foco nos assistentes operacionais das cantinas e refeitórios, entre os dias 4 e 8 de maio, e, caso não haja soluções concretas apresentadas entidades competentes, de forma generalizada para todos os assistentes operacionais e demais profissionais de educação a partir de dia 11 de maio».