A Comissão de Coordenação Política da coligação «Servir Portimão», que engloba CDS-PP, MPT e PPM, denunciou em comunicado a ineficácia das obras realizadas no Parque da Juventude, naquela cidade. A intervenção custou cerca de 94 mil euros aos cofres da Câmara Municipal.
Em comunicado, a coligação relembra que, em setembro de 2014, foi aprovada por unanimidade, em reunião da Assembleia Municipal, uma proposta de recomendação em que defendia medidas urgentes para recuperar o Parque da Juventude, situado junto à V6.
Foi elaborado um caderno de encargos e lançado o procedimento concursal para «promover as obras indispensáveis à recuperação das áreas públicas do equipamento», recorda.
Após dois anos e concluídas as obras, os eleitos pela coligação constatam que as obras se resumiram «à reparação e substituição de vedações e lancis, pintura de estruturas de apoio e recuperação de bancadas», ficando a faltar «uma limpeza geral, o arrelvamento das zonas verdes, a limpeza do lago existente, a criação de condições de segurança para os utilizadores, a reparação das pistas de skate ou, sequer, a reabilitação das casas de banho públicas», denuncia.
Após gastar quase cem mil euros, o Parque da Juventude mantém-se inutilizável ou em condições «degradantes, próprias de qualquer país do terceiro mundo».
Na última reunião da Assembleia Municipal de Portimão, a 20 de julho, a presidente da autarquia Isilda Gomes, «em resposta a uma crítica do vereador da Servir Portimão José Pedro Caçorino, reconheceu a total ineficácia da intervenção e (pasme-se!) disse que havia de chamar à responsabilidade o técnico que identificou os problemas e deficiências do Parque da Juventude», lê-se no comunicado.
De referir que, num encontro com os jornalistas, quando perfez 1000 dias de mandato, a 6 de julho, a edil tinha esclarecido que não podia «fazer outros arranjos, porque» não tinha como justificar «o arranjo de rampas», por não conseguir «compatibilizar com a lei dos compromissos».