Luís Montenegro respondeu hoje a Cristóvão Norte, assegurando que o governo vai tentar «muito rapidamente» apresentar ao país o plano para a gestão de água, em particular para o Algarve.
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, afirmou hoje ter o objetivo de tornar a agricultura, as pescas e as florestas em «sectores estratégicos» para o desenvolvimento do país e afirmou que pretende apresentar «muito rapidamente» ao país um plano sobre gestão da água.
«É objetivo deste governo que o sector primário, a agricultura, as pescas e as florestas sejam considerados um setor estratégico para o desenvolvimento económico e social do país», afirmou Montenegro durante o debate do programa do XXIV Governo Constitucional, no Parlamento.
O chefe do executivo disse não se conformar com o «resultado de oitos anos de políticas públicas que esqueceram, em muitas delas, o efeito no sector primário», frisando que, de 2014 a 2024, o défice da balança comercial do complexo agroflorestal e pescas subiu de 1.148 milhões de euros para 3.647 milhões.
«No fundo, triplicou. Isto significa que nós perdemos capacidade de produção e de autonomia no setor alimentar», frisou, antes de acrescentar que «os efeitos de não se ter considerado este sector estratégico são mais profundos».
«Têm a ver com a reorganização e organização do nosso território, com a fixação de pessoas, com o valor económico de todas as atividades subsequentes na parte turística, industrial, na parte de potenciarmos a capacidade da nossa agricultura e das nossas pescas», afirmou.
Montenegro respondia ao deputado do PSD Cristóvão Norte que, na sua intervenção, considerou que o atual executivo «tem as opções certas», mas precisa de «promover o sector primário, em particular a agricultura».
«Tivemos um governo em pé de guerra com a agricultura, agora é tempo de paz», defendeu, perguntando de seguida ao primeiro-ministro o que é que o executivo pretende fazer para responder à situação de seca no Algarve.
Na resposta, Montenegro indicou que o governo vai tentar «muito rapidamente» apresentar ao país o seu plano sobre a matéria, em particular para o Algarve, nomeadamente «fazendo uma avaliação que já está a ser empreendida daquilo que é a capacidade de gestão e armazenamento de água depois da chuva dos últimos dias» e da possibilidade de «desagravar as condições de abastecimento de água».
«Estamos já a trabalhar no âmbito do Ministério do Ambiente e da Energia, e no âmbito do Ministério da Agricultura e Pescas, em convergência para apresentar o desenho desse programa o mais rápido que for possível», sublinhou.