Têm sido muitas as demonstrações de carinho para com Rodrigo Lapa, o jovem que foi encontrado morto na semana passada a poucos metros de casa, às portas de Portimão, depois de ter estado desaparecido nove dias.
A última aconteceu no sábado passado, na zona ribeirinha de Portimão, já após o funeral que teve lugar em Estômbar, na manhã de 5 de março. Amigos e conhecidos jogaram flores ao rio ao Arade, em homenagem ao jovem.
O corpo de Rodrigo Lapa, de 15 anos, foi encontrado por volta das 9h15, do dia 2 de março, num terreno baldio no sítio das Vendas/Malheiro, a cerca de 150 metros da casa onde vivia, por um militar da GNR. Foi encontrado debaixo de um zambujeiro, coberto com ramos e folhagem. O local fica à direita da Estrada Nacional 124, no sentido Monchique-Portimão. Rodrigo Lapa vivia com a mãe numa das casas do outro lado desta via de acesso à cidade, a partir da A22.
O «barlavento» recebeu a notícia a tempo de acompanhar, no terreno, a perícia da Polícia Judiciária (PJ), que procurou provas e indícios na senda de determinar a causa e as circunstâncias da morte deste jovem que à data estava desaparecido desde 22 de fevereiro.
Pelo que o «barlavento» constatou no local onde a vítima foi descoberta, não havia sinais de terra remexida. Devido às diversas informações de que o rapaz teria sido estrangulado com o auxílio de cabos elétricos, o Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses enviou um comunicado a que o «barlavento» teve acesso, onde faz saber que a autópsia foi realizada no dia 3 de março, no Gabinete Médico-legal e Forense do Barlavento Algarvio, na unidade hospitalar de Portimão.
No entanto, aquela entidade relembra que se pauta «pelo princípio da confidencialidade», que «em muitos processos deve ainda obediência a decisões judiciais que decretaram o segredo de justiça», condição que «tem respeitado, respeita e continuará a respeitar, em todas as situações», mesmo sob a pressão mediática.
Acerca de Rodrigo Lapa, o mesmo comunicado refere a necessidade de «exames complementares de diversa ordem, pelo que é precoce retirar quaisquer conclusões até que esses estudos estejam realizados e o Relatório de Autópsia concluído». O documento deverá estar concluído no prazo de seis a oito semanas.
O padrasto, Joaquim Lara Pinto, que vivia com Célia Barreto, pai de uma bebé de seis meses, entretanto retirada à progenitora pela Comissão de Proteção de Crianças e Jovens de Portimão, continua a ser o principal suspeito do homicídio de Rodrigo. Pouco tempo após o desaparecimento do jovem viajou para o Brasil, país de onde é natural.
As mais recentes atualizações sobre o caso, dão conta que a mãe poderá vir a ser responsabilizada por cumplicidade pela morte do filho, já que faltou ao dever de cuidar do menor. Também as várias contradições nos depoimentos que tem prestado às autoridades, poderão levar à sua detenção.