Para a ministra da Saúde, Marta Temido, as medidas que integram o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) vão possibilitar «construir um país melhor», depois da crise provocada pela pandemia COVID-19.
«Este é um momento de oportunidades e desafios. Encaramo-lo como mais um passo para construir um país melhor, mas não será ainda um país perfeito. A ambição tem de ser temperada com os pés na terra da humildade», disse a governante ontem, quinta-feira, dia 25 de fevereiro, num seminário online sobre o PRR, dedicado ao tema «Serviço Nacional de Saúde (SNS) mais próximo e resiliente».
«O futuro é incerto, mas juntos seremos mais fortes para enfrentar essas incertezas, e os tempos mais recentes ensinaram-nos isso», acrescentou.
Marta Temido sublinhou que o PRR «não é o instrumento perfeito», mas «faz jus ao mote da presidência portuguesa do Conselho da União Europeia» neste semestre, que é «tempo de agir».
Por seu turno, Mariana Vieira da Silva, ministra de Estado e da Presidência, que também participou neste debate que contou com vários responsáveis de diferentes setores da saúde, destacou que «é necessário aproveitar o período dedicado à consulta pública do documento para melhorá-lo nos aspetos em que seja possível».
«O plano está em discussão pública e, até ao próximo dia 1 de março, todos podem colaborar connosco, mandando os seus comentários e sugestões. E é mesmo para que o possamos melhorar que decidimos realizar esta discussão pública e também organizar um conjunto de seminários», frisou.
O Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) de Portugal, para aceder às verbas comunitárias pós-crise COVID-19, prevê 36 reformas e 77 investimentos nas áreas sociais, clima e digitalização, num total de 13,9 mil milhões de euros em subvenções, estando previsto um investimento de 1.383 milhões de euros (cerca de 10 por cento do bolo global) em diversas vertentes para reforçar a capacidade do SNS.