O maior encontro nacional da especialidade contou com mais de 1400 trabalhos científicos e 260 palestrantes.
O Centro de Congressos de Lagoa acolheu, entre 21 e 23 de maio, o 32.º Congresso Nacional de Medicina Interna (CNMI), promovido pela Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI) e considerado o maior encontro científico da especialidade realizado em Portugal.
Sob o lema «Do Algarve para o Futuro – Inovação em Medicina Interna», o congresso reuniu cerca de 1.500 participantes de Portugal e do estrangeiro, bem como aproximadamente 260 palestrantes e moderadores, distribuídos por dezenas de sessões científicas, conferências, mesas-redondas e apresentações de trabalhos de investigação.
Integrado nas comemorações dos 75 anos da SPMI, o encontro promoveu a reflexão sobre alguns dos principais desafios atuais e futuros da especialidade, abordando temas como: doenças cardiovasculares; insuficiência cardíaca; diabetes; obesidade; doenças autoimunes; doenças respiratórias; infeções; VIH; doenças neurológicas; hipertensão arterial; medicina paliativa; medicina digital; inteligência artificial em saúde e sustentabilidade dos sistemas de saúde.
A componente científica ficou ainda marcada pela apresentação de mais de 1.400 trabalhos de investigação, reforçando o papel do congresso como principal espaço nacional de divulgação científica na área da Medicina Interna.
O programa integrou também cinco cursos pré-congresso dedicados à ecografia clínica, acidente vascular cerebral, doenças autoimunes, obesidade e terapias de suporte respiratório.
Além da vertente científica, o congresso incluiu duas iniciativas abertas à comunidade, centradas na literacia em saúde e na promoção da proximidade entre profissionais de saúde e cidadãos.
A organização destacou a qualidade das instalações do Centro de Congressos de Lagoa, os recursos técnicos disponíveis e a capacidade de resposta dos serviços envolvidos na preparação e realização do evento.
O município revelou ainda que o 33.º CNMI voltará a realizar-se em Lagoa, sinal da confiança da organização nas condições oferecidas pelo concelho para acolher grandes encontros científicos.
Segundo a autarquia, a realização do evento teve igualmente impacto na economia local, nomeadamente nos setores da hotelaria, restauração, comércio e serviços, ao atrair profissionais de saúde, investigadores, parceiros institucionais e empresas ligadas ao setor.
Em comunicado, o presidente da Câmara Municipal de Lagoa, Luís Encarnação, considerou que a realização do congresso representa «um marco muito importante para o Centro de Congressos e para a estratégia que o município tem vindo a desenvolver na captação de congressos e eventos de dimensão nacional e internacional».
O autarca sublinhou ainda que receber cerca de 1.500 participantes «demonstra a qualidade das infraestruturas que Lagoa disponibiliza e a capacidade do concelho para acolher eventos de grande exigência organizativa e técnica».