A primeira pedra do Lar, Apoio Domiciliário e Centro de Dia de Fontainhas, na freguesia de Ferreiras, já foi lançada pela Câmara de Albufeira. Obra cujo valor ronda os 8,2 milhões de euros.
A obra do Lar, Apoio Domiciliário e Centro de Dia vai ser construída num terreno municipal com uma área total de 15.344 metros quadrados (m2) e tem uma capacidade de resposta para um total de 131 utentes (61 em regime de Lar, 20 em Centro de Dia e 50 em Apoio Domiciliário).
O edifício tem duas entradas, a principal é virada a norte e localiza-se no piso zero, constituído por receção, administração, secretariado, casas de banho públicas, sala de vigilância, enfermagem, duas salas de estar com copa, 16 quartos e um solário semicoberto.
O piso 1 contempla a cafetaria, sala de refeições e duas salas de estar (uma com copa), 13 quartos, capela, sala de enfermaria e vigilância e instalações sanitárias e para banho.
O piso 2 tem uma entrada ao nível do arruamento, destinada a serviços, cargas e descargas. Comporta, ainda, ginásio polivalente, sala de atividades/ateliers, salão de estética, lavandaria, sala de estar com copa, seis quartos, sala de estar para o pessoal, também com copa, cozinha, zona frigorífica e zona de armazenagem. O equipamento tem uma excelente exposição solar e vai preservar o mais possível as árvores existentes.
A obra de construção do Lar, Apoio Domiciliário e Centro de Dia de Fontainhas, na freguesia de Ferreiras, já está a avançar e, se tudo correr conforme previsto, dentro de 510 dia irá, finalmente «ver a luz do dia».
«Este é um dia muito importante para os cidadãos do concelho, depois de todos os contratempos que envolveram este projeto», elogiou o presidente da Câmara Municipal de Albufeira, José Carlos Rolo, ontem. quinta-feira, dia 22 de fevereiro.
«O sonho e os primeiros passos com vista à construção do equipamento tiveram início em 2010 e, como não poderia deixar de ser, aqui ficam as minhas palavras de agradecimento ao Sr. Brito, antigo presidente da Nuclegarve, a Paulo Almeida, mentor da associação e a Desidério Silva, presidente do município na época».
O primeiro concurso ficou deserto, no segundo foram apresentados orçamentos acima do preço base, posteriormente foi necessário adequar o projeto às alterações da legislação em vigor, sendo que, só em agosto de 2023, foi assinado o contrato para execução da empreitada com a empresa Telhabel pelo valor de 8 milhões e 254 mil euros; o que implicou que o contrato tivesse que ser visado pelo Tribunal de Contas.
«Tudo isto resultou num processo extremamente demorado, o que juntamente com a crise internacional da Lemon Brothers, que afetou o mundo na sua globalidade e Albufeira como cidade turística em particular, mais dois anos de COVID-19, em que tudo encerrou e tivemos que apoiar associações, empresas e instituições dependentes da administração central, o município investiu (a diferença entre o valor dos apoios concedidos e o que deixou de receber em taxas e licenças) cerca de 25 milhões de euros. Fomos o município do país que mais investiu na época».
José Carlos Rolo sublinha que 25 milhões de euros é um valor que dava para alocar a muitos projetos importantes para o desenvolvimento do concelho e acrescenta, ainda, «Depois de debelada a crise começou a guerra na Ucrânia, o que trouxe enorme instabilidade em termos dos preços das matérias-primas; ou seja devido a tudo isto o valor da empreitada subiu imenso, o que corresponde a uma diferença entre os 6 milhões de euros que poderia ter custado, caso tivesse sido adjudicada há pelo menos dois anos» para a atual verba.
O autarca destacou que o Lançamento da Primeira Pedra, que antecede o início da obra, é uma cerimónia simples, meramente simbólica, mas de grande importância, uma vez que serve para dar conta aos munícipes, onde a autarquia investe o dinheiro público.
José Carlos Rolo terminou a sua intervenção frisando «Agora é tempo de esperança e de olhar para o futuro! Este é mais um equipamento que vamos construir e que faz muita falta, à semelhança do Lar, Centro de Dia e Creche dos Olhos de Água, que inaugurámos em setembro do ano passado, da Unidade de Cuidados Continuados, obra que teve início na semana passada».
O edil salientou que há muitas pessoas a necessitarem deste tipo de equipamentos: os que precisam de vir para aqui residir; as pessoas que apenas precisam de ser acompanhados em Centro de Dia e os que mantêm alguma autonomia e suporte familiar que lhes permite ficarem nas suas casas e receber Apoio Domiciliário. Refira-se que o equipamento vai ficar sob a gestão da Associação Nuclegarve.