Cada bairro terá tutores que dinamizarão as comunidades.
A primeira sessão de apresentação e formação do projeto «Quarteira Decide», coordenado pela Associação Oficina, em parceira com a Junta de Freguesia local, a Câmara Municipal de Loulé e a Associação Akredita Em Ti, decorreu no dia 10 de março, nas instalações do Centro de Atividades Lúdicas de Quarteira (CALQ).
Foram apresentados os jovens tutores dos três bairros existentes na freguesia (Abelheira/Amendoeira, IGAPHE e Checul) que serão os principais dinamizadores e coordenadores dentro das suas comunidades.
Através de uma metodologia de Orçamento Participativo, estes bairros, pela mão dos seus jovens representantes, vão poder decidir e implementar os projetos que consideram mais importantes e relevantes para a comunidade.
Cada bairro terá um valor próprio e debatido e decidido entre os moradores. «Não podemos descurar o papel dos jovens enquanto agentes de transformação da sociedade, pois, além de terem um papel muito importante no futuro, têm ainda um grande destaque no presente, já que são responsáveis pelo incentivo aos adultos. Estes jovens são inovadores, são cidadãos atentos ao desenvolvimento da causa publica, estão informados sobre acontecimentos políticos e sociais e capazes de escolher entre as diversas alternativas. Dando-lhes estas oportunidades, criam-se formas de os incentivar à participação ativa na comunidade, intrinsecamente ligada ao exercício da cidadania. Este é um passo para que esta geração perceba, a importância da democracia participativa e do seu importante papel nos dias de hoje», afirma o autarca Telmo Pinto.
Para Nelson Dias, da Associação Oficina, «esta é uma iniciativa única no panorama nacional. Não foi testada, até ao momento, a implementação deste tipo de processo em microterritórios. Estes orçamentos não foram pensados para financiar investimentos físicos ou grandes obras no espaço público. O objetivo é apoiar atividades ou pequenas ações que sirvam para reforçar o espírito comunitário e a convivência, em locais muito marcados pela diversidade cultural e geracional e o fraco diálogo social. Talvez a mais interessante, é que em cada bairro foram recrutados um tutor e uma tutora, com idades entre os 18 e os 23 anos, que terão a função de dinamizar os orçamentos participativos, informar, esclarecer, mobilizar e coordenar os encontros e a votação dos projetos em cada bairro».
Nelson Dias destaca ainda que «a execução dos projetos também ficará a cargo da população.Tudo isto vai acontecer ao longo de 2021, sendo uma excelente forma de reforçar a cooperação, a entreajuda e a convivência depois de mais de ano de pandemia e de inúmeras restrições impostas à vida em sociedade».