São conselhos simples, a relembrar. «Tenha sempre à mão o número da Linha Saúde 24 (808 24 24 24). Não se dirija aos serviços, sem antes ligar e perguntar o que é mais adequado fazer, explicando a sua situação. Torne a sua habitação um local mais fresco, instale toldos, feche as persianas nas horas de maior calor e abra-as à noite. Reduza os esforços físicos intensos. Planeie as compras e as saídas, preferindo as horas de menos calor.
Use roupas claras, largas e de algodão. Prepare refeições frescas e saudáveis (saladas, sopas frias, fruta). Beba água várias vezes ao dia e evite bebidas açucaradas e alcoólicas. Saia sempre com uma garrafa de água. Ofereça água às crianças, idosos, doentes crónicos, mesmo que não tenham sede, pois a sensação de sede diminui na idade avançada.
Utilize protetor solar e evite a exposição direta solar entre as 11 e as 17 horas. Use chapéu de abas largas ou uma sombrinha. Evite a permanência no interior de viaturas expostas ao sol. Para os mais jovens, se conduzirem, não bebam bebidas alcoólicas, nem usem os telemóveis ao volante, de modo a evitar o risco de acidentes. Recomenda-se um olhar atento às crianças pequenas, de modo a evitar acidentes na água do mar ou piscinas», recomenda a médica e responsável Ana Cristina Guerreiro.
O Plano de Contingência para as Ondas de Calor foi implementado em 2004, sendo ativado entre 15 de maio e 30 de setembro. Em 2011 adotou-se a designação de Plano de Contingência para Temperaturas Extremas Adversas – Módulo Calor. Este ano, a medida é designada «Verão e Saúde». «Adota um novo modelo baseado nos efeitos de fatores ambientais na saúde através de indicadores da procura dos serviços, de morbilidade e de mortalidade, atualmente disponíveis em tempo real», explica a médica responsável.
Sempre que se justifique, alertam-se «hospitais e outros parceiros deste plano, conforme o nível de aviso de tempo quente definido pelo IPMA, bem como outros fatores que se considerem relevantes na procura dos serviços de saúde e no impacte na saúde da população».
Ana Guerreiro esclarece que o plano «Saúde Sazonal – Verão e Saúde» para o Algarve «tem como população alvo a população presente na região, pelo que se dirige a todos, incluindo turistas. De sublinhar que 10 por cento dos utentes inscritos no Serviço Nacional de Saúde são estrangeiros» e há ainda que contar com a mobilidade dos utentes nacionais neste período.
Além disto, consultas para turistas portugueses e estrangeiros nos centros de saúde, fora do horário de atendimento normal aos utentes locais, e em 32 postos de praia, integram o Plano da Administração Regional de Saúde (ARS) do Algarve para a época balnear.
Existem ainda medidas de fundo, como a monitorização das condições das Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas (ERPI), no que refere à climatização, reforço na hidratação e vigilância de doenças crónicas, bem como prevenção e controlo de infeções.