Depois de uma profunda empreitada de requalificação, o histórico Hotel Guadiana, em Vila Real de Santo António, reabriu portas, esta quinta-feira, trazendo de volta o charme e a tradição daquele que foi um dos primeiros hotéis do Algarve, inaugurado na década de 20, e verdadeiro marco do turismo algarvio no início do século XX.
A intervenção contemplou a renovação exterior e interior do edifício, «adequando-o às características de uma unidade de cinco estrelas, e pôs fim ao cenário de degradação deste imóvel, que é um cartão-de-visita da frente ribeirinha da cidade e uma referência em termos arquitetónicos», explica a autarquia. O projeto «cumpre, na íntegra, as orientações do Plano de Pormenor de Salvaguarda do Núcleo Pombalino de Vila Real de Santo António, bem como as medidas estabelecidas na Área de Reabilitação Urbana (ARU) do Centro Histórico de VRSA, que foi, aliás, a primeira a ser lançada no país».
A operação de reabilitação foi levada a cabo pela Câmara Municipal de Vila Real de Santo António e pela empresa municipal VRSA SGU, representando um custo de dois milhões de euros, financiados pela iniciativa Jessica, um fundo de investimento desenvolvido pela Comissão Europeia, em colaboração com o Banco Europeu de Investimento e com o Banco de Desenvolvimento do Conselho da Europa.
Com a reativação do uso original do imóvel, a operação urbanística possibilitou a instalação de 31 quartos: 15 duplos, 3 suites júnior e 13 quartos individuais, todos com os padrões de conforto e exigência atuais.
A obra garantiu a manutenção da fachada e dos principais elementos decorativos do prédio de estilo afrancesado, projetado pelo arquiteto Ernesto Korrodi,construído entre 1918 e 1921 e inaugurado em 1923.
A empreitada englobou ainda a recuperação de um imóvel na Ponta da Areia (foz do Rio Guadiana) para a instalação da área de beach club. A exploração do hotel irá futuramente integrar o edifício da Alfândega – a primeira construção da cidade -, que reservará também espaço para um bar lounge e um conjunto de suites spa.
O hotel e o beach club serão geridos pelo grupo Grand House Algarve, «mediante um contrato de exploração em que a entidade empresarial pagará uma renda mensal à autarquia, que assim recuperará o valor investido na requalificação do imóvel».
