Inflação sobe para 2,7% em março, mais 0,6 pontos do que em fevereiro, com o custo dos combustíveis a explicar quase toda a subida, segundo revela hoje o INE.
A inflação acelerou para 2,7% em março, mais 0,6 pontos percentuais do que em fevereiro, sobretudo devido ao aumento do preço dos combustíveis, segundo revelou o Instituto Nacional de Estatística (INE), hoje, segunda-feira, dia 13 de abril.
O INE indica que a subida do Índice de Preços no Consumidor (IPC) é «quase na totalidade explicada pelo aumento do preço dos combustíveis». O índice dos produtos energéticos passou de uma variação de -2,2% em fevereiro para 5,7% em março.
Já os produtos alimentares não transformados registaram uma ligeira desaceleração, com a taxa a descer de 6,7% para 6,4%.
A inflação subjacente, que exclui energia e alimentos frescos, fixou-se em 2,0%, praticamente estável face aos 1,9% do mês anterior, indicando uma evolução moderada dos preços na generalidade da economia.
Em termos mensais, os preços subiram 2,0% em março, depois de uma variação de 0,1% em fevereiro, refletindo o aumento dos combustíveis e efeitos sazonais, como a entrada de novas coleções de vestuário.
No conjunto dos últimos 12 meses, a inflação média manteve-se nos 2,3%, sem alterações.
O Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC), utilizado para comparações europeias, registou também uma taxa de 2,7% em março, ligeiramente acima da média estimada para a Zona Euro.
Segundo o INE, os maiores contributos para a variação homóloga do IPC vieram dos produtos alimentares e bebidas não alcoólicas, transportes e restaurantes e serviços de alojamento, com destaque para o impacto dos combustíveis nos custos com transportes.
Para os consumidores, a subida reflete-se sobretudo nos custos com transportes, enquanto outras despesas apresentam uma evolução mais estável.