O preço médio da habitação em Portugal aumentou 10 por cento no terceiro trimestre de 2023, face ao mesmo período de 2022, segundo o INE.
O preço mediano de alojamentos familiares transacionados em Portugal aumentou 10,0% no terceiro trimestre de 2023, face ao mesmo período de 2022, para 1.641 euros por metro quadrado (m2), divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).
Este valor representou um crescimento de 0,7 por cento face ao segundo trimestre de 2023 e uma aceleração relativamente à variação homóloga de 9,0 por cento registada de abril a junho.
No trimestre em análise, o preço mediano da habitação aumentou, face ao período homólogo, em 22 das 26 sub-regiões NUTS III, destacando-se o crescimento de 43,0 por cento na Região Autónoma da Madeira.
«As seis sub-regiões NUTS III com preços da habitação superiores aos do país registaram também taxas de variação homóloga superiores à nacional: Grande Lisboa (2.795 euros/m2 e +11,2 por cento), Algarve (2.654 euros/m2 e +11,6 por cento), Região Autónoma da Madeira (2.107 euros/m2 e +43,0 por cento), Península de Setúbal (1.950 euros/m2 e +10,9 por cento), Área Metropolitana do Porto (1.902 euros/m2 e +14,6 por cento) e Alentejo Litoral (1.718 euros/m2 e +22,2 por cento)», detalha.
Por sua vez, as sub-regiões Beira Baixa (-8,2 por cento), Douro (-4,4 por cento), Alto Alentejo (-2,4 por cento) e Baixo Alentejo (-0,3 por cento) registaram diminuições homólogas dos preços da habitação no terceiro trimestre de 2023.
Já o Alto Alentejo, tal como em trimestres anteriores, apresentou o menor preço mediano de venda de alojamentos familiares (480 euros/m2).
No período, o valor mediano de alojamentos familiares transacionados em Portugal envolvendo compradores com domicílio fiscal no estrangeiro foi 2.279 euros/m2 (+4,5 por cento relativamente ao trimestre homólogo) e, no caso das transações por compradores com domicílio fiscal em território nacional, este valor foi 1.602 euros/m2 (+9,4 por cento face ao trimestre homólogo).
As cinco sub-regiões com preços medianos da habitação mais elevados – Grande Lisboa, Algarve, Região Autónoma da Madeira, Península de Setúbal e Área Metropolitana do Porto – apresentaram também os valores mais elevados em ambas as categorias de domicílio fiscal do comprador (território nacional e estrangeiro).
Nas sub-regiões Grande Lisboa e Área Metropolitana do Porto, o preço mediano (euros/m2) das transações efetuadas por compradores com domicílio fiscal no estrangeiro superou, respetivamente em +83,4 por cento e +56,8 por cento, o preço das transações por compradores com domicílio fiscal em território nacional.
No terceiro trimestre de 2023, ocorreu uma desaceleração dos preços da habitação em 11 dos 24 municípios com mais de 100 mil habitantes (17 no segundo trimestre de 2023), destacando-se o Funchal com um decréscimo de 13,2 pontos percentuais.
Em sentido oposto, houve um aumento da taxa de variação homóloga em 13 municípios, evidenciando-se Barcelos (+9,1 pontos percentuais) e Guimarães (+8,9 pontos percentuais).
O município do Porto registou um acréscimo de 5,8 pontos percentuais e o de Lisboa um decréscimo de 5,6 pontos percentuais.
Os municípios de Lisboa (4.167 euros/m2), Cascais (4.045 euros/m2), Oeiras (3.216 euros/m2) e Porto (3.104 euros/m2) apresentaram os preços da habitação mais elevados.
Foto: Bruno Filipe Pires