Primeiro, porque a própria lei, ao criar a figura de União de Freguesias, prevê o regresso à situação anterior, logo que o actual compromisso do Governo esteja ultrapassado e sempre que a história e os números de cada uma das freguesias agregadas o justifiquem, como é o caso das freguesias de Santa Maria e de São Sebastião;
Segundo, porque os argumentos apontados para a alteração não mostram qualquer vantagem para Lagos e para os lacobrigenses, sendo óbvio que, tal como na educação, na segurança, na saúde, na justiça e em tudo o mais, quanto mais se amplia o raio de acção, menor é a proximidade com a população, razão pela qual todos os partidos da oposição votaram na Assembleia da República a favor da revogação da actual lei e o regresso à situação anterior;
Terceiro, porque a Junta das Freguesias de Lagos deveria, com igual divulgação e disponibilidade, ter começado por perguntar aos lacobrigenses quais são os seus problemas e anseios, o que consideram ser necessário e urgente fazer e que ideias têm para melhorar a situação económica, social e de qualidade de vida em Lagos, e não consta que a denominação das autarquias esteja a preocupar a população.