Governo pede reserva de crise da UE após estimar 775 milhões de euros em prejuízos na agricultura e floresta.
O ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, pediu à Comissão Europeia que ative a reserva de crise para a agricultura, face a prejuízos estimados em 500 milhões de euros no setor agrícola e 275 milhões no setor florestal em Portugal, na sequência dos recentes fenómenos meteorológicos adversos.
Segundo o comunicado do ministério, José Manuel Fernandes, enviou uma carta ao Comissário Europeu da Agricultura e Alimentação a solicitar que seja «acionada a reserva de crise para a agricultura».
Este mecanismo europeu permite «resposta rápida em caso de crises que afetem a produção ou distribuição agrícola, com uma dotação anual total para a União de de 450 milhões de euros».
O pedido foi formalizado numa carta enviada esta quinta-feira ao comissário europeu da Agricultura e Alimentação, Christophe Hansen.
«O pedido foi feito face às estimativas preliminares que apontam para prejuízos na ordem dos 500 milhões de euros no setor agrícola. Acrescem danos estimados em cerca de 275 milhões de euros no setor florestal», lê-se ainda na nota.
Na mesma missiva, o governante alerta que «a situação não se encontra ainda estabilizada» e que «as previsões meteorológicas, para os próximos dias, indicam a continuação de condições adversas, com elevado risco de precipitação intensa e ventos fortes».
O pedido está previsto no artigo 16.º do Regulamento (UE) n.º 2021/2116, como medida de apoio aos produtores afetados, e surge «na sequência de contactos já efetuados» com os serviços da comissão europeia da área da agricultura e desenvolvimento rural e do Comissário Europeu da Agricultura e Alimentação, Christophe Hansen.