Mário Centeno, ministro das Finanças, afirmou que o governo tem conhecimento da situação atual do serviço de Finanças em Faro, concordando que a mudança de instalações é prioritária e que a tutela já se encontra a «desenvolver as diligências necessárias para o efeito».
A resposta foi divulgada pelo Partido Comunista Português (PCP), que a 1 de agosto, tinha denunciado a situação e informado que a tutela já tinha sido questionada. «Ninhos de ratos, animais mortos, uma perna de cegonha, excrementos de animais e fios elétricos roídos» era a lista de «achados» encontrados na sequência de uma operação de limpeza ao sistema de ar condicionado no edifício da Direção de Finanças de Faro, acusava o PCP.
O deputado Paulo Sá, eleito pelo Algarve, tinha visitado o imóvel, acompanhado por elementos da Direção Distrital de Faro do Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos, a 29 de julho, e constatado que «as instalações não oferecem condições dignas de trabalho, nem de atendimento ao público».
O imóvel antigo, «apesar de obras pontuais, está degradado e, por causa da má conservação do telhado, tem infiltrações, chove nalgumas divisões, há manchas de humidade, cheiro intenso a mofo, tendo havido já tetos falsos que caíram», enumerava o deputado. Também a madeira de portas e janelas não veda, as divisões não têm luz natural, nem ventilação adequada. «A instalação elétrica é antiga, há cabos e extensões no chão e nas paredes sem adequada proteção, e há uns meses o quadro elétrico ardeu», continuava Paulo Sá. Em algumas divisões, devido à localização dos aparelhos de ar condicionado, há «intensas correntes de ar frio, levando a que os funcionários tenham pendurado no teto e nas paredes estruturas em papelão, muito criativas, para desviar essas correntes de ar frio», frisava, acrescentando que até o edifício é exíguo, sendo insuficiente para os 162 trabalhadores.