António Narciso, Joel Filipe Duarte, e Joca Ruela Soares completam-se nesta equipa, garantindo o sucesso e o funcionamento de todas as gravações. Até agora têm muitas produções de renome concluídas e muitos projetos para o futuro. A atriz Ana Eremin, que dá a cara pela personagem Carolina Mendes na novela «Jardins Proibidos», em exibição na TVI, já era conhecida deste grupo, devido a um outro projeto. A artista propôs ao grupo a realização de um novo trabalho, e os Gázól Filmes, de forma imediata, aceitaram o desafio. O responsável pelo argumento e realização, Joel Duarte prontificou-se para por mãos à obra. «Peguei num projeto que tinha feito em 2011, chamado ‘Até ao fim’, e tentei fazer algo maior, explorando o que não tinha conseguido na altura, a nível de texto, de câmara, entre outras coisas», confidenciou ao «barlavento». Depois de explorar a obra e discutir as ideias, era tempo de decidir os papéis, e a protagonista da história ajustava-se, de modo perfeito, à atriz Ana. Foi, após uma leitura atenta do guião que Ana deu a sua opinião de quem se encaixaria melhor no papel masculino, tendo sugerido o ator Diogo Costa Reis, que também integrou o elenco de alguns programas de ficção nacional. A equipa contactou o ator, mostrou-lhe o guião e apresentou mais detalhes sobre o projeto. Foi, após várias conversas, que Diogo se mostrou disponível e aceitou esta proposta de braços abertos. Trata-se de um drama de amor que vai até ao fim, envolvendo as duas personagens, mas a equipa não revelou mais pormenores ao «barlavento» e destacou a sua página do facebook «Até ao fim», onde estarão disponíveis todas as novidades sobre esta curta. Apesar de concluída a fase de gravações, que durou apenas quatro dias, o processo de edição ainda não está concluído. No final, o grupo estima que esta curta-metragem terá cerca de vinte minutos. Encarregue da direção de fotografia e efeitos especiais, Joca Soares destacou a paisagem da freguesia de Alvor, onde gravaram «na praia e na rua dos bares», sendo também o cenário da capa do filme. Na zona de Portimão, gravaram em algumas ruas, apartamentos e junto ao porto. Na totalidade, a curta metragem foi gravada no concelho de Portimão, também devido ao baixo orçamento disponível, evitando assim gastos de transporte da equipa, dando preferência a locais próximos. Apesar de terem tido alguns apoios imprevisíveis, na parte logística, este grupo afirmou que se torna complicado avançar com um projeto com poucos recursos financeiros. Por esta razão, o responsável pela produção António Narciso agradece às empresas locais que contribuíram de variadas formas. Destaca a produtora «Arandis», que financiou algumas viagens dos atores, que vieram de Lisboa e do Porto até ao Algarve, e agradece a Duarte Costa que emprestou a câmara de filmar. «Sem estas ajudas seria impossível elaborar este trabalho, pois apenas a boa vontade não chega», desabafou. Esperam, também «algum apoio da Câmara Municipal de Portimão, nem que seja na divulgação do filme, pois trata-se de um projeto [que divulga o concelho] e único na região», concluíram. Este grupo pretende «dar a conhecer a terra, o trabalho desenvolvido pelo grupo e os protagonistas do filme», refletiram. Os passos seguintes serão a divulgação e a submissão deste projeto a diversos concursos nacionais e internacionais. No futuro têm diversos projetos, uns para breve e outros ainda no papel, mas pretendem «continuar a trabalhar na área», tentando divulgar cada vez mais a sua produtora. De momento, o site oficial está em execução, mas mantêm sempre atualizada a página do facebook intitulada «Gázól Filmes», bem como o canal no youtube e do Vimeo. Diogo Costa Reis elogiou iniciativa da Gázól Filmes O protagonista masculino desta curta metragem, filmada em Portimão, é conhecido pelos seus trabalhos na ficção nacional. O «barlavento» não deixou passar a oportunidade de estar à conversa com o ator Diogo Costa Reis. Ao receber a proposta da Gázól Filmes, apaixonou-se de imediato pelo papel. Esta é «uma personagem que gosto muito e, tendo o voto de confiança de encarná-la, não hesitei em aceitar o desafio». Por sua vez, trata-se de uma história de amor, que «ensina às pessoas uma forma de amar», referiu. Este é o segundo projeto do ator no Algarve, que já gravou a novela «Morangos com Açúcar» em Aljezur. Apesar de já ter participado em diversas curtas metragens, destacou esta, pois considera que a Gázól Filmes já tem «uma noção do terreno, prática e alguma estaleca», por isso, acredita num futuro de sucesso para a equipa. Apesar de viajar até Portimão em trabalho, este ator considera que ganhou «três amigos, fora as restantes pessoas» que foi conhecendo, admitiu. O projeto assume ainda maior importância para este ator, pois além de ser essencial «apoiar estas novas iniciativas», mostra que ainda «há pessoas que acreditam no seu próprio país». Por isso, há que «acreditar nestas pessoas que têm ideias e vontade», sendo este o exemplo de que «com pouco dinheiro e boa vontade se podem fazer trabalhos de qualidade», concluiu. O ator, natural do Porto, critica o centralismo existente em Lisboa, referindo que «é possível enriquecer pequenas culturas», sublinhando ainda que «o Algarve tem uma grande qualidade, a nível europeu, que é a luz natural, que é única», potencializando as produções cinematográficas nesta região. *com Inês Coelho