O Algarve vai ter um Centro Oncológico de Referência do Sul, infraestrutura inexistente entre Lisboa e Sevilha, financiado pelos fundos europeus, que receberá um total de 3.500 pessoas por ano, 14.200 até 2029.
Os fundos europeus alocados ao Programa Regional Algarve 2030, no âmbito do Portugal 2030, vão financiar uma infraestrutura tecnológica de diagnóstico e terapêutica especializada na prevenção e tratamento do cancro, um Centro Oncológico, a instalar na região algarvia.
Trata-se de um investimento da responsabilidade do Centro Hospital Universitário do Algarve (CHUA), com uma estimativa inicial de 12 milhões de euros (8 milhões de euros de fundos europeus FEDER e 4 milhões de euros em capitais do CHUA).
O investimento realizar-se-á num lote de terreno cedido pelos municípios de Loulé e de Faro, na área do Parque das Cidades, já com projeto de execução em curso, próximo do lote de terreno cedido pela Associação de Municípios Loulé Faro para instalar o Hospital Central do Algarve, tal como o barlavento noticiou, aquando da apresentação do projeto, em abril de 2023.
No âmbito da elaboração do Portugal 2030, a Comissão de Coordenação de Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve propôs à Comissão Europeia a prioridade a este investimento estruturante.
Alinhado com o Plano Europeu da Luta contra o Cancro, com a Comissão Europeia a apontar para uma estimativa de crescimento de 35 por cento das doenças oncológicas até 2035, este investimento num Centro Oncológico no Algarve visa corrigir a reconhecida desigualdade regional no acesso a cuidados de prevenção, tratamento e cuidados, considerando a inexistência de estrutura especializada do Serviço Nacional de Saúde (SNS) entre Lisboa e Sevilha.
O investimento nesta infraestrutura de saúde no âmbito do SNS, atualmente inexistente entre Lisboa e Sevilha, insere-se igualmente na Estratégia Nacional da Luta contra o Cancro 2021-2030, liderada pelo Ministério da Saúde, a qual estabelece os objetivos e investimentos necessários para melhorar o acesso atempado aos serviços públicos de prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças oncológicas no horizonte 2030.
A criação deste Centro Oncológico integrado no Algarve, de um Centro Oncológico de Referência do Sul, permitirá cobrir necessidades de uma área de influência de 800 mil pessoas, em capacidade de diagnóstico oncológico, estadiamento e seguimento de doentes, dinamizando igualmente uma área de investigação na região, com a inerente captação de recursos humanos qualificados.
O Aviso-convite já foi publicado (Balcão Fundos Portugal, ALG 2024-47), convidando a entidade pública (CHUA/ ULS) a apresentar a candidatura até dia 30 de dezembro de 2024.