O 1.º Congresso Nacional da Fundação Portuguesa de Cardiologia realiza-se nos dias 8 e 9 de novembro, no TEMPO – Teatro Municipal e no Museu de Portimão.
Mais do que um encontro científico, este primeiro congresso quer ser um movimento em direção ao futuro da medicina e refletir sobre o impacto das novas tecnologias na saúde.
A inteligência artificial, a medicina de precisão, os dispositivos digitais de monitorização e o conceito de «One Health» estão entre os temas em debate. Profissionais, investigadores e estudantes da área da saúde vão partilhar conhecimento num congresso aberto também à população em geral.
Segundo José Coucello, presidente do Conselho Científico da Fundação Portuguesa de Cardiologia, «nunca estivemos tão interligados e interdependentes. É a tecnologia que hoje nos recorda algo profundamente humano: ninguém cuida da saúde sozinho. Mesmo em termos das doenças cardiovasculares e da sua prevenção, temos de perceber que não estamos sozinhos, é preciso olhar em conjunto e de forma colaborativa».
A programação inclui também uma reflexão sobre longevidade e envelhecimento saudável, bem como o papel da sustentabilidade ambiental na saúde pública.
A abordagem «One Health» — que defende o equilíbrio entre saúde humana, animal e ambiental — ganha destaque com a presença de dois médicos veterinários entre os oradores. Um deles é Pedro Simas, investigador em virologia e figura conhecida pelas intervenções públicas durante a pandemia.
Entre os participantes contam-se ainda nomes de referência como Constantino Sakellarides, especialista em Saúde Pública, e Manuel Oliveira Carrageta, presidente da Fundação Portuguesa de Cardiologia.
Sob o tema «Inovação e Saúde: Transformar o Presente e o Futuro», o congresso contará com intervenções presenciais e por live streaming de profissionais de vários países de língua portuguesa, entre os quais Angola, Moçambique, Cabo Verde e Brasil.
O programa do congresso começa no dia 8 de novembro, no TEMPO – Teatro Municipal de Portimão, com várias mesas temáticas. A manhã será dedicada ao conceito «One Health» e à Inteligência Artificial na saúde, com intervenções de especialistas como Pedro Simas, Luís Nunes, Hugo Marques e Miguel Barradas.
À tarde, o debate centra-se na longevidade, na dieta mediterrânica e nas políticas de saúde, com participações de Germano de Sousa, Manuel Carrageta, Maria Palma Mateus, Adalberto Campos Fernandes e Constantino Sakellarides.
O dia termina com uma degustação de tapas inspiradas na dieta mediterrânica e um concerto do Duo Jogo de Cordas na Igreja Matriz de Portimão.
No dia 9, o Museu de Portimão acolhe atividades abertas ao público, incluindo demonstrações de suporte básico de vida, rastreios de fatores de risco cardiovascular e workshops sobre exercício, nutrição e hipertensão arterial. A sessão de encerramento inclui ainda a entrega dos prémios dos melhores posters científicos.
Durante dois dias e em dois espaços distintos, Portimão torna-se o palco de um debate sobre o futuro da cardiologia e da saúde global, centrado na inovação, na tecnologia e na cooperação entre diferentes áreas do conhecimento.