A fiscalização às praias e concessões balneares do Algarve vai decorrer até final de agosto e os resultados serão apresentados na primeira ou segunda semana de setembro, avançou hoje a Agência Portuguesa do Ambiente (APA).
A fiscalização «vai ser até final de agosto e queremos apresentar o relatório com o balanço, como fizemos [com o de Grândola], algures entre a primeira e a segunda semana de setembro», disse hoje o presidente da APA, José Pimenta Machado, em declarações à agência Lusa.
Na terça-feira, dia 5 de agosto, Maria da Graça Carvalho, ministra do Ambiente e da Energia (MAEN), anunciou que a APA, em conjunto com a Autoridade Marítima Nacional (AMN), iniciaram uma ação de fiscalização no Algarve aos acessos às praias e ao cumprimento do serviço público pelos concessionários.
«É uma fiscalização normal, como foi feita entre Tróia e Melides [no litoral alentejano]. Neste caso, vai ser na costa algarvia. Vão começar no Sotavento, Monte Gordo, Praia Verde», disse Maria da Graça Carvalho, ao ser questionada sobre o tema durante uma conferência de imprensa, em Lisboa, sobre programas de sustentabilidade.
A governante acrescentou que, no caso do Algarve, as queixas estão relacionadas sobretudo «com as condições de acesso» a sanitários e balneários e não tanto com restrições no acesso às praias.
Contactado hoje pela Lusa, o presidente da APA precisou que, na terça-feira, a ação arrancou «com um trabalho preparatório de articulação» com todas as entidades envolvidas, as quais deverão «ir para o terreno» só na quinta-feira, dia 7 de agosto.
«Obviamente que o Algarve não tem a mesma dimensão [que a costa de Grândola], mas temos algumas situações que nos preocupam e que já estão identificadas», explicou.
A estas situações, acrescentou, será dada «uma atenção em particular».
De acordo com Pimenta Machado, que conta «acompanhar pessoalmente» uma dessas ações, na próxima quarta-feira, a APA vai dar prioridade aos acessos às praias e às concessões balneares.
«Algumas situações já sabemos e o que já sabemos e não estão conformes: o acesso aos balneários e sanitários é feito dentro da zona comercial, [havendo] alguma restrição que as pessoas podem sentir», exemplificou.
Segundo o responsável, é preciso garantir que o acesso aos balneários e sanitários seja «sempre exterior para as pessoas se sentirem livres de usar» estes locais.
Foto: Maria da Graça Carvalho.