Já está a decorrer no Largo de São Francisco, em Faro, mais uma Festa da Ria Formosa, organizada pela VIVMAR – Associação de Viveiristas e Mariscadores da Ria Formosa.
São 11 dias ao longo dos quais, o marisco da Ria Formosa, é o principal atrativo, cozinhado e servido de forma tradicional.
A festa, que inaugurou ontem, vai decorrer de 25 de julho a 4 de agosto, entre as 19h00 e a 01h00, com entrada livre.
«Está um tempo agradável que convida as pessoas a sair de casa, a virem deliciar-se com os nossos mariscos. É esperamos que venham e que disfrutem do melhor que a ria tem», disse aos jornalistas Álvaro Ribeiro, presidente da Vivmar, organização sem fins lucrativos, responsável para organização do evento.
O palco ficará entregue a Carlos Granito (25 de julho); Shakra (26 de julho); Micaela (27 de julho); 3AM (28 de julho); Rubén Filipe (29 de julho); Rosinha (29 de julho); Jorge Guerreiro (31 de julho); Cristiano Martins (1 de agosto); Sérgio Rossi (2 de agosto); Quem é o Bob (3 de agosto) e Tributo aos Xutos (4 de agosto).
Este ano, além do cartaz «apelativo, estão presentes outras «exposições que convidamos para fazer parte e para se enquadrarem nossa festa».
Num recinto amplo, com cerca de 6 mil lugares sentados, a Festa da Ria Formosa, terá também muita animação musical, durante todos os dias do evento, salientando-se nomes como o de Micaela, Rosinha, Jorge Guerreiro e Sérgio Rossi.
Todos os dias, os convivas «vão rodando, portanto, se calhar somos capazes de servir o dobro. Esperamos uma boa afluência», disse ainda.
Álvaro Ribeiro sublinhou que a Ria Formosa «continua a dar de sustento a muita gente. Os tempos são outros. As coisas alteraram-se. Há mais restrições, mas vai-se laborando com normalidade Hoje há novas oportunidades que apareceram, como a produção de ostras, das amêijoas, e depois há outros bivalves que são produzidos naturalmente pela própria ria». Mas a atividade de mariscador «continua a ser apelativa».
Olhando um pouco para o passado, no início, «esta festa foi criada precisamente para dar alento aos profissionais. Na altura , o objetivo foi arranjar saída para escoar o produto. Hoje já não há essa necessidade. Agora temos é falta de marisco», comparou.
«É certo que o trabalho que nós fizemos plantámos alguma coisa. O que se produz hoje em marisco, se calhar temos uma quota parte dessa influência que criámos mesmo na gastronomia, que foi crescendo e foi-se adaptando ao produto da nossa ria».
Em relação às restrições à apanha de bivalves, o presidente diz que cada vez são menos frequentes. «Têm vindo a diminuir. Há mais controle. Fazemos um trabalho muito importante com o IPMA para monitorizar as toxinas», sublinha.
A Festa da Ria Formosa da Vivmar conta com o apoio da Câmara Municipal de Faro e da União de Freguesias de Faro.













