O município de Faro implementa uma estratégia de gestão do arvoredo urbano focada na segurança das pessoas e na proteção ambiental.
A Câmara Municipal de Faro tem vindo a implementar uma estratégia «criteriosa e responsável» de gestão do arvoredo urbano, com o objetivo de proteger e valorizar o património verde da cidade, assegurando simultaneamente a segurança das pessoas e o interesse público.
Segundo a autarquia, as árvores desempenham «um papel fundamental na qualidade ambiental, no conforto térmico, na biodiversidade e na vivência» do espaço público.
Contudo, «grande parte do património arbóreo urbano de Faro resulta de opções tomadas há várias décadas, com espécies que nem sempre se revelam adequadas ao atual contexto urbano».
Esta realidade tem originado ‘conflitos com edifícios, infraestruturas, iluminação pública e circulação pedonal, bem como riscos acrescidos de queda de ramos ou de árvores, agravados por fenómenos meteorológicos cada vez mais extremos».
A autarquia recorda, a este propósito, a recente queda de uma árvore no Cemitério de Faro, aparentemente em bom estado, que tombou sobre campas e provocou danos significativos, demonstrando que «nem sempre o risco é visível, mas pode ser real e grave».
Na sequência da tempestade Cláudia, e após solicitação da União das Freguesias de Faro, os serviços municipais e a Proteção Civil deslocaram-se à Avenida 5 de Outubro para avaliar três árvores em situação de instabilidade.
A análise técnica efetuada, consubstanciada no relatório n.º 48/2025, concluiu pela existência de risco iminente de queda sobre pessoas e bens, tendo sido determinado o abate urgente das três árvores, ao abrigo da Lei n.º 59/2021.
De acordo com a mesma legislação, todos os abates implicam medidas de compensação ambiental.
Nesse sentido, o município assegura a reposição do arvoredo em número superior ao abatido, prevendo-se a plantação de duas árvores por cada uma removida.
As novas espécies serão adequadas ao local, privilegiando árvores adaptadas ao meio urbano e com maior capacidade de sequestro de dióxido de carbono (CO₂).
Paralelamente, a Câmara Municipal de Faro tem vindo a corrigir práticas do passado no que respeita à poda e às medidas de prevenção de queda, como a utilização de garrotes de contenção de aço, considerados ineficazes e constritores.
As intervenções atuais são realizadas por empresas especializadas e profissionais credenciados, com o objetivo de promover copas equilibradas, estruturalmente seguras e próximas da forma natural das espécies.
A estratégia municipal integra ainda ações preventivas e profiláticas, nomeadamente tratamentos fitossanitários e de controlo de pragas, como a lagarta do pinheiro, visando salvaguardar a saúde pública, a segurança da população e a qualidade do espaço público.
Segundo a autarquia, a nova gestão do arvoredo urbano em Faro «assenta num princípio claro: proteger e valorizar o património verde da cidade, garantindo em simultâneo a segurança das pessoas e o interesse público, num equilíbrio responsável que orienta a atuação do município no presente e no futuro».