A União de Freguesias de Faro assinala o Dia da Freguesia da Sé com palestra histórica e poesia contemporânea no Club Farense, reunindo memória, património e criação artística.
A União de Freguesias de Faro assinala, no dia 2 de fevereiro, o Dia da Freguesia da Sé, com um programa cultural que cruza história, património e criação artística contemporânea.
A celebração decorre no Club Farense, a partir das 18h30.
O programa abre com a palestra «União de Freguesias de Faro: 8 séculos de história, identidade e memória», pelo professor Jorge Carrega, dedicada à construção histórica da união e à relação entre o centro histórico e a expansão urbana ligada ao mar.
A intervenção sublinha o papel da Sé enquanto núcleo medieval e património arquitetónico estruturante da identidade farense, e de São Pedro como expressão da vivência marítima, comercial e contemporânea da cidade, destacando a importância da salvaguarda do património material e imaterial.
Segue-se a performance «IN(TEMPO)», de Rita Bravo, um momento de spoken word que questiona a centralidade do relógio no quotidiano.
Através da voz, do corpo e de música ao vivo, a artista propõe uma reflexão sobre o tempo como matéria sensível. Serão interpretados três poemas apresentados na Competição Nacional de Poetry Slam — «Relógio», «Tenho Fome de Mundo» e «In(capacidade)» — este último acompanhado por guitarra.
A performance aborda temas como a pressão da produtividade, a urgência de sentir e a vulnerabilidade num mundo acelerado, propondo a poesia como espaço de pausa, escuta e resistência.
A União de Freguesias convida a comunidade a associar-se à celebração, que valoriza a história local, reforça laços comunitários e promove o diálogo entre memória, património e criação artística contemporânea.
Nota biográfica
Jorge Carrega é investigador integrado do CIAC – Centro de Investigação em Artes e Comunicação da Universidade do Algarve, com trabalho nas áreas do Património Cultural e dos Estudos Fílmicos.
É editor e autor de várias publicações científicas e de divulgação cultural, entre as quais «Breve História da Cultura em Faro», editada pela União de Freguesias de Faro.
Rita Bravo, natural de Faro, é licenciada em Ciências da Comunicação pela Universidade do Algarve.
Trabalha entre a palavra dita, a educação e o impacto social, como gestora de comunicação e comunidade, professora de Português para estrangeiros e artista multidisciplinar.
Em 2024 publicou o livro «C(ALMA)», que cruza poesia e fotografia, editado pela Autografia. Vencedora Nacional da Competição de Poetry Slam 2025, prepara-se para representar Portugal na Coupe du Monde de Poetry Slam, em Paris, em maio, e no Campeonato Europeu de Poetry Slam, na Áustria, em novembro.
O seu percurso inclui, entre outras distinções, a Bolsa de Criação Artística do Festival Política (2025) e o 1.º Concurso de Declamação Tito Olívio (2025).