A exposição em Tavira assinala o centenário do nascimento de António Viana Barreto, reunindo obras e pensamento do arquiteto paisagista na Biblioteca Municipal.
A Biblioteca Municipal Álvaro de Campos, em Tavira, recebe entre 2 e 28 de fevereiro a exposição «António Viana Barreto – Maestro da Paisagem», dedicada à obra e ao pensamento de uma das figuras centrais da arquitetura paisagista em Portugal.
Integrada nas comemorações do centenário do nascimento do arquiteto paisagista António Viana Barreto, a mostra apresenta uma leitura abrangente do seu percurso profissional, com destaque para o contributo pioneiro na criação de soluções técnicas e construtivas inovadoras e no desenvolvimento de metodologias de análise da paisagem.
A exposição aborda tanto a dimensão teórica como a prática do seu trabalho, sublinhando o papel que teve na consolidação do ordenamento do território e da paisagem como áreas estruturantes do planeamento.
A iniciativa resulta de uma organização conjunta da Fundação Calouste Gulbenkian, da Associação Portuguesa dos Arquitectos Paisagistas (APAP) e do Centro de Estudos de História de Arte e Investigação Artística (CHAIA) da Universidade de Évora, contando com o apoio da Câmara Municipal de Tavira.
A coordenação da exposição está a cargo de Paula Corte-Real, pela Fundação Calouste Gulbenkian, e de Paula Simões, pela Associação Portuguesa dos Arquitetos Paisagistas.
A curadoria é assinada por Maria Antónia Coruche Castro e Almeida e Maria da Conceição Marques Freire.
António Facco Viana Barreto (1924–2012) é reconhecido como uma referência na promoção das políticas de ordenamento do território e da paisagem em Portugal.
O seu trabalho, desenvolvido entre a teoria e a prática, deixou marca em numerosos projetos de arquitetura paisagista e na formação de gerações de profissionais.
Colegas e colaboradores destacam-lhe o rigor, o saber e a sensibilidade, orientados pela convicção de que «é do conjunto da articulação e ponderação de todas as vontades que se constrói qualquer coisa».
A exposição pode ser visitada durante o horário de funcionamento da Biblioteca Municipal.
Foto: Fundação Calouste Gulbenkian.