Intervenção no Arco da Vila, ex-libris de Faro, está avaliada em 250 mil euros com financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). Obra visa contrariar processo de degradação deste monumento classificado.
Já arrancou a empreitada de conservação do Arco da Vila, intervenção que resulta do acordo celebrado entre a Câmara Municipal de Faro e o Fundo de Salvaguarda do Património Cultural e que prevê a consolidação estrutural deste imóvel, Monumento Nacional e um dos principais ícones da cidade para locais e milhares de turistas que anualmente visitam Faro.
A empreitada, adjudicada pelo município de Faro, conta com o apoio financeiro do investimento «RE – C O4-i02 – Património Cultural» do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), num montante global de 250 mil euros, correspondente à totalidade do custo do projeto de investimento.
A obra deverá estar concluída até ao final do ano.
A intervenção no Arco da Vila implicará um conjunto de trabalhos de salvaguarda, nomeadamente a correção de anomalias, conservação e restauro de vários elementos como coberturas, cantarias, vãos, escadas, placas, painéis, sino, cruz, relógio e ainda revestimentos, com aplicação de reboco sobre o tijolo das abóbadas, com vista a contrariar o seu processo de degradação.
Esta última visa preservar o referido tijolo, que tem vindo a perder-se por desagregação, recorrendo para o efeito à solução que foi sempre utilizada até o final do século XX, altura em que uma intervenção municipal procedeu à remoção do revestimento em reboco para colocação do tijolo à vista.
O financiamento da intervenção de conservação deste imóvel público permite à Câmara Municipal de Faro aproveitar a oportunidade para garantir a requalificação daquele que é um monumento classificado e um dos principais ícones da cidade.
Pelo menos desde 2022 que o Arco da Vila, estava na lista das prioridades da ex-Direção Regional de Cultura do Algarve para ser intervencionado com urgência, tal como o barlavento tinha noticiado.
Foto: Bruno Filipe Pires