O Benfica, recordista de vitórias na prova, acaba de se qualificar para os quartos de final da Taça de Portugal em futebol, ao vencer o Farense, em encontro dos oitavos, realizado no Estádio São Luís, em Faro.
Três golos em seis minutos «à Benfica» bastaram hoje para os encarnados assegurarem a passagem aos quartos de final da Taça de Portugal de futebol, com reviravolta no reduto do Farense (3-1), depois de uma primeira parte fraca.
No penúltimo encontro dos oitavos de final, no Estádio São Luís, Tomané abriu o ativo para os anfitriões, aos sete minutos, mas os golos de Schjelderup, aos 56, Arthur Cabral, aos 58, e Bah, aos 62, sentenciaram a eliminatória a favor dos forasteiros.
O treinador do Benfica fez quatro mudanças em relação ao jogo de sábado, dia 11 de janeiro, com o Sporting, que deu a Taça da Liga aos encarnados (7-6 nos penáltis, após 1-1 no tempo regulamentar), com as entradas de Samuel Soares, Bah, Leandro Barreiro e Arthur Cabral. Saíram Trubin, Tomás Araújo, Kökçü e Pavlidis.
Já no Farense, face ao empate fora (1-1) com o Santa Clara para a 17.ª jornada do campeonato, Tozé Marreco operou duas alterações na defesa, com as entradas dos centrais Raúl Silva e Tomás Ribeiro – único reforço de inverno e que fez a estreia absoluta pelos algarvios – e as saídas de Lucas Áfrico e Marco Moreno.
O Benfica, em «4x3x3», demorou menos do que um minuto a criar perigo, na primeira aproximação à baliza algarvia: Schjelderup ganhou espaço à esquerda e cruzou para o segundo poste, onde surgiu Di María a dominar de peito e a rematar ligeiramente acima da trave.
O início de rompante dos encarnados teve reação à altura dos algarvios, que aos sete minutos chegaram à vantagem, num cabeceamento de Tomané, ao primeiro poste, ganhando o duelo aéreo a António Silva, após canto da direita apontado por Merghem.
O golo acabou por reforçar a tendência de ascendente forasteiro, até porque a formação de Faro, posicionada no habitual «3x4x3», recuou as suas linhas, deixando os encarnados trocar a bola, mas sem capacidade de desequilíbrio, o que se explica pelo pendor defensivo das três opções iniciais de meio-campo.
O Farense, que pouco depois da meia-hora perdeu o médio Ângelo Neto por lesão – substituído por Seruca –, controlou as investidas do Benfica, que até ao intervalo, apesar das combinações de Carreras e Schjelderup à esquerda, só criou mais perigo de bola parada, num livre direto de Di María defendido por Ricardo Velho, aos 22 minutos.
De resto, o internacional argentino, com aparentes queixas físicas, também foi substituído, aos 40 minutos, por Amdouni, que se juntou a Arthur Cabral no ataque do conjunto benfiquista, com sistema tático alterado para «4x4x2».
O segundo tempo começou com Miguel Menino a obrigar Samuel Soares a defesa apertada, aos 50 minutos, antes de o Benfica, que parecia ausente do jogo, consumar a reviravolta do nada em apenas dois minutos e deixar a eliminatória definida pouco depois.
Schjelderup, aos 56 minutos, num lance a fazer lembrar o golo de sábado ao Sporting, assinou o empate, Arthur Cabral, aos 58, fez o 2-1, após cruzamento longo de Carreras, e Bah, aos 62, arrumou o jogo na recarga a um remate de Cabral defendido por Ricardo Velho.
As mudanças operadas pelo técnico do Farense na tentativa de voltar à discussão do jogo não produziram efeitos, enquanto Bruno Lage ofereceu a estreia absoluta oficial na equipa das águias ao defesa albanês Bajrami, que entrou aos 88 minutos.
Na próxima ronda, o Benfica vai receber o vencedor do confronto entre Sporting de Braga e Lusitano de Évora, que se disputa na quarta-feira, dia 15 de janeiro.