Uma explosão causou ferimentos graves a um homem de 32 anos e ferimentos leves a outros dois, hoje, 28 de dezembro, em Albufeira, na junção da Rua Alves Correia com a Travessa Alves Correia, no centro da cidade. O alerta foi dado por volta das 07h00, e ao local acorreram os bombeiros, o INEM, a GNR, a Proteção Civil de Albufeira, a Polícia Judiciária e elementos da autarquia algarvia.
O ferido grave foi transportado para o Centro Hospitalar Universitário do Algarve, e, embora tenha queimaduras graves, não corre perigo de vida. Os três residentes ficaram desalojados e vão contar com a ajuda da autarquia a nível habitacional e de alimentação. 12 pessoas foram também retiradas por precaução, enquanto os técnicos avaliam a existência de danos estruturais no prédio.
Ao «barlavento», uma familiar de um dos habitantes do apartamento afetado referiu que «eram três amigos a viver aqui, partilhavam a casa em arrendamento». Quanto ao estado de saúde do seu parente, um dos feridos, revelou que «está tudo bem, os ferimentos não foram graves, mas a habitação não está em condições de ser habitada».
Alegadamente causada por uma fuga de gás (a Polícia Judiciária está a averiguar as causas exatas), a explosão deu-se na cozinha da habitação e causou um incêndio e uma projeção de vários destroços para a rua, que acabariam por danificar estabelecimentos comerciais vizinhos.
O proprietário, desses estabelecimentos, um café e um hostel, esteve também à conversa com o «barlavento». Contou-nos que chegou ao local «perto das 08h00» e deparou-se com um «autêntico cenário de guerra, com muitos detritos espalhados e vidros partidos». Quanto aos estragos causados às suas propriedades, assume que «existiram vidros partidos e danos num painel publicitário de LED’s».
«É necessário esperar pelos serviços técnicos para que sejam feitas as vistorias, mas só no painel prevejo prejuízos muitos elevados, de milhares de euros, os técnicos vêm do Porto, a estrada aqui em frente tem de ser encerrada para realizar os trabalhos, só nesse processo de averiguação dos danos já temos um valor bastante elevado», assumiu.
Embora o café tivesse encerrado nesta altura, o hostel iria abrir nas próximas horas. O proprietário lamentou o contratempo, revelando que «é impossível abrir o alojamento assim, nem vamos conseguir abrir nos próximos dias, nem sequer na noite de passagem de ano».
Pelas 13h00, alguns habitantes do prédio atingido estavam a ser autorizados a subir a suas casas para retirar alguns pertences. A circulação automóvel na zona também já se encontra restabelecida.



