Um pico de afluência que coincidiu com uma atualização de segurança levou, no final da manhã, a um abrandamento do sistema que permite o voto em mobilidade nas eleições europeias, que decorrem com normalidade, explicou fonte oficial.
«Confirmamos que cerca das 11h30 ocorreu uma situação de atualização de segurança do sistema, pré-agendada, que tendo coincidido com um dos picos de afluência de eleitores às urnas, provocou, durante algum tempo, um abrandamento na operacionalidade do sistema», adiantou a Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna (SGMAI).
Em comunicado, a SGMAI salientou ainda que, «tendo o sistema rapidamente recuperado, tudo foi reconduzido à plena normalidade» nas eleições que estão a decorrer hoje para a escolha dos 21 deputados portugueses ao Parlamento Europeu.
«O processo eleitoral está a decorrer com normalidade, como, aliás, foi salientado pelos vários candidatos quando se dirigiram ao local que escolheram para votar», refere a entidade responsável pela divulgação dos resultados oficiais.
A secretaria-geral reconhece, porém, que num processo de votação em mobilidade, que se realiza pela primeira vez em Portugal, «era expectável que pontualmente pudessem surgir alguns constrangimentos, como já ocorreram».
«Em todas as circunstâncias a equipa técnica esteve e está preparada para responder às necessidades que se colocaram e se venham, eventualmente, a colocar», assegurou o comunicado.
Adiantou ainda que, a meio da tarde, verifica-se um número de votantes superior à eleição de há cinco anos e, não estando prevista mais nenhuma atualização de segurança, «aguarda-se que os eleitores escolham livremente o local em que pretendem votar e se dirijam às urnas de voto, decorrendo a votação com a devida normalidade».
Nas eleições de hoje é possível, pela primeira vez, votar em mobilidade, ou seja, sem ser na mesa de voto habitual, bastando apresentar um documento de identificação oficial com fotografia atualizada junto de qualquer assembleia de voto, o que tem sido uma opção muito escolhida em Faro.
Por sua vez, o Presidente da República considerou hoje que «é bom sinal» a afluência às urnas de 14,48 por cento até às 12h00 nas eleições para o Parlamento Europeu e apelou à participação eleitoral.
A estas eleições, inscreveram-se para votar antecipadamente no passado domingo mais de 252.000 eleitores.
Em Portugal serão eleitos 21 dos 720 eurodeputados. As eleições são disputadas por 17 partidos e coligações: AD, PS, Chega, IL, BE, CDU, Livre, PAN, ADN, MAS, Ergue-te, Nova Direita, Volt Portugal, RIR, Nós Cidadãos, MPT e PTP.
Com a exceção do PTP e do MAS, os cabeças de lista às eleições de 09 de junho apresentam-se pela primeira vez às europeias. Conheça aqui as biografias dos principais candidatos.
Em 2019, nas anteriores eleições europeias, Portugal registou a pior taxa de abstenção (68,6 por cento) desde que pertence à União Europeia, em contraciclo com a participação na Europa – cerca de 50 por cento.
A Comissão Nacional de Eleições (CNE) promete revelar os resultados a partir das 22h00.