Os últimos dois anos têm sido de «muito trabalho» para a Juventude Social-Democrata (JSD) do Algarve, que tem vindo a aumentar o número de militantes, de estruturas concelhias e a representatividade a nível nacional, sublinhou Carlos Gouveia Martins, líder da comissão distrital algarvia, em declarações ao «barlavento».
No rescaldo do XXIV Congresso Nacional da JSD, que decorreu entre 29 de abril e 1 de maio, na Batalha, em que a estrutura algarvia conquistou, pela primeira vez, um lugar na Comissão Política Nacional Permanente, Carlos Gouveia Martins mostra-se satisfeito com os resultados do trabalho da equipa que lidera há dois anos.
«A JSD do Algarve trabalhou muito, aumentou a militância» em cerca de 220 por cento e impulsou o crescimento da «presença concelhia, em estruturas ativas, de 30 para 70 por cento», com a expetativa de aumentá-la «ainda mais», sublinhou o presidente da JSD do Algarve.
Esta é apenas uma parte do trabalho na região, pois, se o panorama for nacional, em dois congressos consecutivos, a distrital algarvia tem sido a que apresenta «mais propostas políticas sectoriais de todo o país».
No último congresso, o Algarve conseguiu fazer «história» ao colocar, pela primeira vez desde a fundação da JSD algarvia, em 1979 por Vasco Grade, um militante – o líder desta estrutura Carlos Gouveia Martins – na Comissão Política Nacional Permanente.
O presidente da JSD do Algarve, que já estava há dois anos na Comissão Política Nacional, renovou o mandato, tendo sido «promovido» com um lugar na Comissão Permanente. Ou seja, o líder, natural de Portimão, foi escolhido como coordenador autárquico nacional da JSD.
Um voto de confiança, pois «no congresso de Braga, em 2014, foi recolocado um algarvio eleito na Comissão Política Nacional, após mais de uma década. Neste congresso de 2016 um algarvio foi eleito para a Comissão Permanente passados mais de 37 anos», enalteceu.
Mas a representação fica ainda assegurada, na CPN, por Miguel Encarnação (Loulé), enquanto secretário-geral adjunto. Já no Conselho Nacional foram eleitos Ricardo Proença Gonçalves (Loulé) e Tiago Mateus (Lagos) como conselheiros nacionais.
Teresa Martins (JSD Faro) foi eleita por inerência e João Figueiredo (Portimão) fica como suplente na quota atribuída ao Algarve.
Já Marco Marreiro (Portimão) foi eleito membro não efetivo da Mesa do Congresso Nacional.
Com uma comitiva de duas dezenas de jovens algarvios, como delegados e observadores, a JSD do Algarve também fez parte da Comissão Organizadora do evento, através de Lorena Souza.
Nos próximos dias, após ser nomeado o novo coordenador do Gabinete de Estudos, a JSD do Algarve também apresentará quais os militantes da região, que serão nomeados e aprovados para este Gabinete de Trabalho da estrutura nacional da JSD.
Ainda durante o congresso, as sete propostas algarvias foram aprovadas, tendo agora que ser inseridas no programa nacional da estrutura juvenil social-democrata. Temas como a economia verde, o perfil do jovem pescador, o voto eletrónico num caderno eleitoral informatizado, a reflexão sobre a eutanásia, o futuro do SNS, o ensino superior, a participação cívica e o combate à abstenção são os exemplos das preocupações que os jovens algarvios levaram à aprovação.
As propostas foram criadas, segundo explicou ao «barlavento» Carlos Gouveia Martins, a partir do que «a estrutura recolheu no mandato, em reuniões com entidades, como a Docapesca ou a Direção Regional de Agricultura e Pescas, e que, depois, foram trabalhadas em Conselhos Regionais com os militantes da região».
«Um distrito que representa apenas 1 por cento da militância da JSD no país e consegue chegar a um Congresso Nacional para apresentar 12 por cento de todas as propostas políticas setoriais votadas é sinónimo de muito trabalho. Demonstrámos também, pelos cargos para que fomos eleitos, que a meritocracia, às vezes, tem de funcionar. Hoje, estamos por mérito próprio nos cargos que ocupamos, não por peso de votos ou militantes», resumiu. Um trabalho que se traduziu num esforço redobrado, em relação às grandes distritais do país, que têm muito mais militantes, autarcas e possibilidades de trabalhar.
Um «esforço» de toda a equipa da Comissão Política Distrital da JSD do Algarve que já mereceu receber na região (em Portimão, em 2015), pela primeira vez na história, um Aniversário Nacional da estrutura nacional, «ter o lugar mais alto da JSD (sem coligação), correspondente à lista de candidatos a deputados pelo Círculo Eleitoral de Faro, e promover uma das melhores academias de formação política do país», relembrou ainda Carlos Gouveia Martins. «Há quem possa dizer que foi sorte, mas nós sabemos o trabalho que deu ter esta sorte», concluiu.