O «barlavento» apurou que os responsáveis da Academia de Música de Lagos, reuniram com pais e alunos, no TEMPO- Teatro Municipal de Portimão, ontem, terça-feira, dia 22, ao final da tarde. Esta entidade garantiu que nenhum aluno ficará sem ensino da música nos conservatórios sob a sua responsabilidade. Estão integrados nesta lista todos os alunos, quer os novos, quer os que já frequentavam as aulas de ensino articulado.
O ministro da Educação Nuno Crato anunciou, na segunda-feira, dia 21, um reforço de quatro milhões de euros para o ensino artístico especializado. Contudo, ainda não há certezas quanto ao valor que será destinado ao Algarve.
Em risco está o financiamento de diversos alunos que já frequentavam o ensino da música na região, não sendo possível ainda apurar a forma como o fundos agora anunciados serão repartidos, nem se o reforço será suficiente para englobar todos os estudantes.
Havia uma limitação na região do número de candidatos a 22 alunos do curso de iniciação, 560 do básico e 29 do secundário. As reduções orçamentais levam a que nenhuma das turmas do 5º ano do Barlavento e de Loulé tenha este ensino articulado assegurado. Ficam sem aulas da Academia de Música de Lagos e conservatórios de Portimão, Lagoa e Loulé mais de cem alunos.
Aliás, só agora, os pais foram informados que, em vez de comparticipado, este ensino terá que ser pago. Por esta razão, na última semana, foram diversos os protestos, estando marcadas mais manifestações para os próximos dias. No início desta semana, os pais e alunos dos Agrupamentos de Escolas Padre João Coelho Cabanita e Engenheiro Duarte Pacheco, de Loulé, protestaram à porta da Escola de Hotelaria e Turismo do Algarve, em Faro, onde se encontrava o ainda primeiro-ministro Pedro Passos Coelho.