Elias e Pereira seguem para os quartos do Open de VRSA após novas vitórias em dois sets e mantêm-se na luta pelo título do torneio M25.
Gastão Elias e Tiago Pereira qualificaram-se na quinta-feira, dia 19 de fevereiro, para os quartos-de-final do 8.º Open Internacional de Ténis de Vila Real de Santo António (VRSA), ao vencerem os respetivos encontros em dois sets.
Os dois portugueses mantêm-se na luta pelo título do torneio da categoria M25, dotado com 30 mil dólares de prize money e pontuável para o ranking mundial.
Elias, 387.º do ranking mundial, superou o amigo Tiago Cação (884.º) por 6-4 e 6-4, num encontro equilibrado até aos momentos decisivos de cada parcial.
«No segundo set, ajudei com que isso acontecesse, pois estava bastante tranquilo até ao 4-1, tive uns pontos para fazer outro break e deixar o jogo acabado, mas infelizmente compliquei ali um bocadinho, mas consegui dois breaks para acabar, tanto o primeiro como o segundo set», explicou.
O antigo 57.º do mundo destacou ainda as dificuldades criadas pelas condições atmosféricas.
«O essencial aqui é mais o lidar com as circunstâncias, com o vento, com estas bolas que, para mim, são difíceis de controlar. O jogo fica todo muito frágil e isso faz com que haja, para além da tática que tenho pensada para o jogo, ainda esse fator extra de ter que adaptar-me às condições. Tive que jogar com mais margem, não consegui abrir tanto os ângulos e arriscar como queria, houve bolas em que devia atacar, mas tive de jogar mais contido, o que fazia com que o ponto voltasse ao início. E do outro lado um Tiago bastante sólido, do princípio ao fim, a devolver muitas bolas, a cometer poucos erros e esteve bem», acrescentou.
Nos quartos-de-final, Elias vai defrontar o britânico Lui Maxted (454.º).
«A este nível, a maior parte das vezes sou eu o favorito – a não ser que defronte um jogador com melhor ranking que o meu, o que, nestes torneios, acontece menos vezes – basta concentrar-me nas minhas coisas e conseguir jogar a um bom nível. Mas são jogadores que eu não conheço, têm esse fator surpresa, o que pode complicar», resumiu.
Também Tiago Pereira (268.º) confirmou o favoritismo frente ao ucraniano Georgii Kravchenko (549.º), ao vencer por 6-3 e 7-5. O algarvio repetiu o desfecho dos encontros anteriores, depois de ter perdido com o mesmo adversário há três anos.
«Já o conhecia, tinha-o defrontado nestes dois torneios há três anos, e ele ganhou-me das duas vezes. Sabia que ia ser muito duro, mas eu soube ser duro o suficiente para que o encontro caísse para o meu lado. Ainda tive um break acima no segundo set, mas ele é um excelente jogador e é muito difícil passar por ele com facilidade. Ele fez o que faz melhor, voltou a entrar no jogo, foi muito duro até ao fim, mas lá consegui fazer o break a 5-5 e, com bolas novas, aguentei o jogo de serviço», revelou.
Pereira sublinhou a evolução registada desde esses duelos. «Estou mais maduro, tenho mais força do que tinha antes, sou um jogador mais desenvolvido. Com o tempo fui crescendo como pessoa e isso foi o que mais me ajudou a ganhar este encontro», afirmou. O próximo adversário será o belga Gauthier Onclin (317.º), cabeça de série n.º 5.
Na prova de pares, Tiago Pereira mantém-se como último representante português. Ao lado de Mansouri Skander, antigo 54.º do ranking mundial de pares, garantiu lugar nas meias-finais após vencer Tiago Cação e o japonês Naoya Honda por 6-4 e 6-3.
Já Francisco Rocha (777.º) foi eliminado pelo britânico Ryan Peniston (234.º), primeiro cabeça de série, por 6-2 e 6-4. Apesar da derrota, deixou boa réplica, sobretudo no segundo set.
«Fiquei contente com a exibição, não com o resultado, mas tenho que tirar os positivos. Não entrei bem, mas acabei por encontrar o meu nível e perdi por detalhes, mesmo neste último jogo senti que tinha de fazer o break porque ele estava tenso», disse.
Rocha teve oportunidade de igualar a 5-5 no segundo parcial.
«Faltou jogar esse break-point um bocadinho melhor, pensei que precisava de jogar com coragem (e foi o que fiz, mas a bola foi para fora), mas falta ser um pouco mais sólido. Ele falha pouquíssimo e a diferença foi a consistência», concluiu o jogador vindo do qualifying.