O jovem foi encontrado no terreno pouco frequentado e sem uso (mato) situado à direita da estrada nacional 124, no sentido para Monchique-Portimão.
Rodrigo Lapa vivia com a mãe numa das casas do outro lado desta via de acesso à cidade.
No local, o «barlavento» acompanhou, esta manhã, a perícia da Polícia Judiciária (PJ), que procurou provas e indícios, que levem a apurar a causa e as circunstâncias da morte deste jovem desaparecido desde 22 de fevereiro. O jovem terá sido encontrado, alegadamente, debaixo de um zambujeiro, coberto com ramos e folhagem.
Pelo que o «barlavento» constatou no local onde a vítima foi descoberta, não havia sinais de terra remexida.
A mãe, Célia Barreto, foi levada pouco antes das 10 horas para interrogatório na Polícia Judiciária, em Portimão. Acabou por deixar a filha de seis meses com uma vizinha na sua casa.
Também no local, alguns vizinhos explicaram ao «barlavento» que a Guarda Nacional Republicana (GNR) já teria «batido os arredores com cães pisteiros, na quinta-feira passada».
Na segunda-feira, dia 29 de fevereiro as buscas decorreram também com o auxílio de um helicóptero na zona de Portimão e Lagoa, segundo testemunhas que avistaram a aeronave a sobrevoar o local.
Júlio da Conceição disse ao «barlavento» que vive há 40 anos naquela zona, Vendas, e nunca imaginou assistir a uma situação destas. Conhecia o rapaz, que adjetiva de «reguila», mas com um comportamento normal para a idade.
«Conheço o rapaz, já o vi várias vezes, mas não tenho intimidade nem com ele, nem com a família».
O rapaz frequentava o curso profissional de cozinha/restauração na Escola Professor João Cónim, em Estombar, apesar de viver em Portimão, no concelho vizinho, a mais de quinze quilómetros de distância.
Rodrigo Lapa deslocava-se habitualmente, segundo Célia Barreto, de bicicleta até à zona ribeirinha de Portimão, local onde apanhava o autocarro para o concelho de Lagoa, onde estudava. No dia em que desapareceu, a mãe afirma ter-lhe ligado por volta das 16h30.
No entanto, o telemóvel estava desligado. Pensou que fosse falta de bateria e esperou até às 18h30, hora a que o jovem costumava chegar a casa.
Quando percebeu que Rodrigo não dava qualquer notícia, deu o alerta a amigos e às autoridades.
O padrasto, que vivia com Célia Barreto, é pai da bebé de seis meses, e pouco tempo após o desaparecimento do jovem viajou para o Brasil, país de onde é natural. Um residente naquela zona, disse ao «barlavento» que «o homem já teria passagem marcada havia mais de um mês».
Na semana passada, Célia Barreto dizia ao «barlavento» que o seu filho «era um miúdo que se chegasse atrasado, ou se fosse sair com os amigos, avisava. Era um miúdo controlado. Sabia muito bem os limites dele. Não precisava que a mãe o chamasse à atenção». Célia Barreto, 40 anos, apesar de estar desempregada, é assistente familiar e de apoio à comunidade/ assistente ao lar.
Assim que deu pela ausência do filho, Célia Barreto diz ter contactado de imediato os amigos do adolescente. «Isso foi logo no mesmo dia», mas o inquérito da mãe resultou em «nada».
A mãe também já teria sido levada para ser ouvida na segunda-feira passada, dia 29 de fevereiro.