Um grupo de de cidadãos residentes entregou um abaixo-assinado na Câmara Municipal de Loulé a pedir melhor estacionamento na baixa da cidade.
Um grupo de de cidadãos residentes, trabalhadores, comerciantes e utentes da zona baixa da cidade de Loulé, pede a «intervenção com carácter de urgência» do executivo municipal no que diz respeito à falta de estacionamento.
«O estacionamento nesta zona sempre foi difícil e sempre vivemos com essas limitações que tanto prejudicam o comércio local da cidade. Após o encerramento do parque ao lado da GNR, o que se passa nesta zona da cidade deixou de ser apenas um problema para passar a ser uma catástrofe», argumentam em abaixo-assinado ao presidente da autarquia, Vítor Aleixo.
«O comércio tem sentido grandes dificuldades devido à falta de estacionamento na zona. Alguns restaurantes perderam clientes frequentes, as lojas têm cada vez menos clientes que preferem ir para as zonas comerciais de fácil acesso, muitos dos serviços prestados na zona estão com imensas dificuldades de cumprir os seus horários porque os seus clientes não encontram estacionamento a horas. Os residentes têm de colocar os seus carros muito longe da sua residência e perdem algumas horas semanais na procura de lugar para estacionar. De uma forma geral podemos dizer que perdemos qualidade de vida, perdemos clientes, e aumentou significativamente o tráfego automóvel nesta zona o que não favorece o cumprimento dos objetivos de baixar o nível de poluição do ar».
No sentido de conseguir captar a atenção para a resolução imediata desta situação, foi realizado um abaixo-assinado que esteve a circular durante 15 dias e conseguiu reunir mais de 1000 assinaturas (1057).
Foi entregue no dia 26 de outubro no expediente da Câmara Municipal de Loulé e «ficamos a aguardar com a maior brevidade possível algumas medidas que possam mitigar esta situação que se tornou insustentável. Sabendo das suas intenções de estar sempre com as pessoas, acreditamos que irá conseguir alternativas que consigam alcançar os objetivos de melhorar a qualidade de vida da população, impulsionar a economia local, acolher os residentes estrangeiros que vivem essencialmente em zonas limítrofes da cidade e sobretudo contribuir para a descarbonização do meio ambiente».
Os signatários pedem «máximo empenho e a máxima urgência em resolver a situação, cumprindo assim a sua obrigação primordial de contribuir para a melhoria do ambiente e da qualidade de vida da população, assim como a preservação do comércio local da cidade».

