As cataratas representam um importante problema de saúde pública. São responsáveis por cerca de 51 por cento dos problemas relacionados com a cegueira, cuja resolução é exclusivamente cirúrgica. As técnicas associadas à sua intervenção têm tido, nos últimos anos, um desenvolvimento extraordinário. O tratamento passa pela remoção da catarata e pela colocação de lente intraocular multifocal que tal como o nome indica, melhora o desempenho da visão para perto e para longe.
A remoção das cataratas é talvez o procedimento cirúrgico mais comum, estimando-se que sejam anualmente realizados cerca de 22 milhões. A necessidade crescente desta intervenção associa-se às alterações demográficas ligadas ao envelhecimento, uma das principais causas do seu aparecimento.
A catarata é uma patologia do olho. Consiste na opacidade parcial ou total do cristalino e/ou da sua cápsula, funcionando esta estrutura como uma lente capaz de aumentar a capacidade refrativa do olho, função que permite a focalização das imagens ao perto. A catarata surge associada a vários fatores, sendo os principais a idade e a diabetes.
O principal sintoma da catarata é a diminuição progressiva da visão, para longe e para perto, função que não melhora com a correção refracional. Além de uma perda quantitativa da visão, o paciente pode ter perda qualitativa, caraterizada por visão nublada ou turva, como se estivesse a ver uma imagem através de uma queda de água, daí a razão do nome, mas também pela diminuição da perceção do brilho, do contraste e das cores. Também é comum a dificuldade em olhar contra a luz, sobretudo quando a catarata atinge a porção central do cristalino, no eixo da visão.
O único tratamento possível é a remoção do cristalino que opacificou, perdendo a transparência necessária que permite a passagem da luz, substituindo-o por uma lente intraocular. São próteses de material biocompatível, utilizadas para substituir o cristalino humano. Há vários tipos e estilos de lentes para implantar após a remoção da catarata, realizada através do método de facoemulsificação. É o método através do qual a catarata é fragmentada utilizando-se uma energia ultra-sónica e que simultaneamente aspira o cristalino opacificado permitindo a sua substituição por uma lente intraocular.
A vantagem das lentes intraoculares multifocais prende-se com o facto de estas permitirem uma correção da acuidade visual para longe e para perto, razão pela qual 95 por cento dos pacientes que se submetem a este tipo de cirurgia deixam de recorrer a qualquer tipo de óculos, manifestando um grau de satisfação muito elevado, pois os resultados são excelentes e imediatos.
A experiência e a casuística do Hospital Particular do Algarve (HPA) na implantação de lentes multifocais de última geração têm vindo a consolidar-se, e acompanha a melhor tecnologia em benefício dos seus utentes. Com efeito, o HPA possui uma equipa muito bem treinada e rotinada neste tipo de intervenção, bem como uma gama de equipamento tecnologicamente diferenciado, como microscópios e facoemulsificadores, que fazem com que a percentagem de complicações seja quase nula.
Este tipo de cirurgia pode ser realizado em ambulatório – o doente entra, é operado e tem alta no próprio dia. É uma condição que deixa as pessoas mais tranquilas, a par do acompanhamento que é habitualmente disponibilizado: o enfermeiro que acompanhou a cirurgia contacta telefonicamente a pessoa às 24 horas pós-cirurgia, voltando a fazê-lo passado uma semana. Nesta abordagem, há oportunidade para monitorizar todo o pós-operatório, repetir algumas recomendações, retirar dúvidas, despistar precocemente complicações e ter acesso direto à equipa, caso alguma dificuldade ou dúvida surja.
Espaço Saúde | Hospital Particular do Algarve