A numerosa audiência, que encheu completamente a plateia e extravasou para o balcão, adorou e não regateou aplausos a este grupo de fado que leva 12 anos de sucessos e se apresenta com grande maturidade. «É um risco, porque vamos trabalhar sem rede», disse-nos o mentor do grupo, Valentim Filipe, músico de guitarra portuguesa, antes de subir ao palco. «Mas gosto de desafios», reforçou.
Iniciaram com alguns dos seus êxitos do projeto «Fado/Tango», bem conhecidos, preparando o público para o que viria a seguir. Mas ninguém estava preparado para a agradável surpresa com que se iniciou a mudança: Tiago Valentim, músico que assegura a guitarra clássica, cantou a preceito e de modo castiço o Fado Mayer, mostrando que filho de fadista (Cremilde) sabe cantar.
Inês Graça e Isa de Brito, as fadistas do grupo, demonstraram um grande amadurecimento desde a última vez que as vimos e agradaram-nos imenso. Na nossa opinião, só terão a ganhar com a inclusão daquela voz castiça masculina em mais interpretações, como fio-condutor. Paulo Ribeiro, o homem dos sete instrumentos, foi fundamental, tanto no acordeão, como nos instrumentos de sopro. O contrabaixo de Bruno Vítor está cada vez mais «fadista».
Só falta esperar pelo trabalho final, a cargo da Digital Mais TV, que fez a captação das imagens.