Uma ameaça de bomba supostamente a bordo do Airbus A319 da TAP, registo CS-TTR, que faria o primeiro voo do dia de hoje no Aeroporto de Faro, com destino a Lisboa, acabou por ser cancelado.
O alerta foi dado às 6 horas desta terça-feira, 2 de fevereiro, na sequência de telefonemas para o Aeroporto de Faro, a denunciar um engenho explosivo a bordo do voo TAP1900, com partida prevista para as 6h05.
As autoridades validaram a ameaça e o aparelho acabou por ficar em terra, no stand 16.
Imediatamente, o Aeroporto de Faro decretou o alerta laranja, o segundo estado de emergência mais grave numa escala de três.
Depois de evacuados os 38 passageiros e seis tripulantes, a brigada de minas e armadilhas da PSP vasculhou a aeronave e o porão de bagagens, sem encontrar qualquer engenho explosivo ou vestígio de bomba. Três horas depois de ter sido decretado, o alerta laranja foi retirado.
A Guarda Nacional Republicana (GNR) controlou os acessos ao aeroporto, enquanto, no interior da aerogare e na pista, as operações foram coordenadas pela Polícia de Segurança Pública (PSP).
No local foram mobilizados também meios de socorro, como ambulâncias e Viaturas de Emergência Médica (VMER), de prevenção.
Contrariamente ao que chegou a ser anunciado, a pista do Aeroporto de Faro nunca esteve encerrada, segundo Rui de Oliveira, porta-voz da ANA Aeroportos confirmou ao «barlavento».
«As operações continuam normais. Não houve cancelamentos nem atrasos. Tratou-se de uma brincadeira de mau gosto», disse.
No terminal de passageiros, junto à zona de partidas, Mota Carmo, responsável pela Diretoria do Sul da Polícia Judiciária (PJ) de Faro confirmou aos vários jornalistas presentes que «foram feitas várias chamadas», em língua portuguesa, a dar conta que «o avião transportava uma bomba com um determinado tipo de características».
A PJ lançou imediatamente uma investigação para determinar a origem dos telefonemas.
Polícia Judiciária identifica suspeito em tempo recorde
Às 16h43, a Policia Judiciária, através da Diretoria do Sul enviou uma nota de imprensa informando que «identificou um homem que, no dia de hoje, pelas 06h00, através de um telefonema, fez crer que o primeiro avião a descolar do Aeroporto Internacional de Faro possuía um engenho explosivo a bordo».
«O suspeito foi interrogado como arguido e prestou termo de identidade e residência. O Ministério Público determinou que o arguido, solteiro, reformado, de 35 anos de idade, aguarde os ulteriores trâmites do processo sujeito à medida de coação já prestada».