Uma grande penalidade convertida por Miguel Reisinho nos descontos garantiu hoje o empate do Boavista na recepção ao Farense (1-1), da 13.ª jornada da I Liga de futebol, mantendo os algarvios em zona de despromoção.
No Estádio do Bessa, no Porto, o médio igualou aos 90+5 minutos, ao anotar o primeiro golo dos axadrezados em seis partidas como anfitriões esta temporada, já depois de o capitão Marco Matias ter dado vantagem aos algarvios, aos 52.
Os ânimos subiram de tom antes e depois do golo do Boavista, levando às expulsões em simultâneo por acumulação de amarelos do montenegrino Ilija Vukotić, nas panteras, e do brasileiro Cláudio Falcão, do lado dos leões de Faro, aos 90+4 minutos.
Ao empatar pela segunda partida consecutiva, o Boavista desceu ao 13.º lugar, com 11 pontos, dois acima da zona de descida direta, e continua sem ganhar no Bessa há nove meses, pontuados por seis igualdades e quatro derrotas como anfitrião para a I Liga.
O Farense não perde há três jogos e subiu provisoriamente à 17.ª e penúltima posição, com os mesmos nove pontos do Nacional, 16.º (menos um jogo), relegando para o estatuto de lanterna-vermelha o Arouca, que visita o Estrela da Amadora na segunda-feira, na conclusão da jornada.
Se Tozé Marreco repetiu os titulares do triunfo caseiro dos leões de Faro sobre o Estrela da Amadora (1-0), o italiano Cristiano Bacci devolveu o capitão Sebastián Pérez ao onze portuense e também lançou Augusto Dabó face ao empate (0-0) no terreno do Nacional.
Um pontapé cruzado perto do alvo de Salvador Agra (16 minutos) espelhou uma entrada acutilante do Boavista, que viu Ricardo Velho desviar para o poste esquerdo os intentos de Róbert Bozeník (26) e Bruno Onyemaechi atirar por cima (27).
Diversas paragens para assistência médica e o mau estado do relvado foram afetando a qualidade da primeira parte, na qual o Farense conseguiu nivelar as operações a caminho do intervalo e ameaçou a vantagem num tiro de Elves Baldé detido por César, após o guarda-redes axadrezado afastar com os punhos um canto de Marco Matias (39 minutos).
Essa dupla voltou a desequilibrar no regresso dos balneários, quando o capitão algarvio cruzou na esquerda para uma perdida clamorosa de Baldé (51 minutos), segundos antes de se desmarcar a passe de Miguel Menino e colocar a bola longe do alcance de César.
O Boavista sentiu o golpe e demorou a encontrar espaços na organização defensiva do Farense, que começou a explorar o contra-ataque e espreitou novos festejos à entrada para o último quarto de hora, não fosse César desviar um pontapé em arco de Baldé.
O avanço do cronómetro acentuaria a ação nas proximidades da baliza de Ricardo Velho, com Salvador Agra a centrar para um cabeceamento por cima de Rodrigo Abascal (88 minutos), antes de o recém-entrado Jaime Pinto cometer falta sobre Sebastián Pérez na área algarvia, encaminhando Miguel Reisinho para uma grande penalidade bem-sucedida.
O Farense perdeu a possibilidade de deixar a zona perigosa, fruto do primeiro golo marcado pelo Boavista em casa desde 18 de maio, quando Reisinho garantiu uma permanência dramática das panteras com um castigo máximo convertido ao 11.º minuto de descontos da receção ao então despromovido Vizela (3-3).