A Comissão Coordenadora Distrital do Bloco de Esquerda (BE) Algarve manifestou solidariedade para com os trabalhadores da ALGAR em greve.
Em nota enviada às redações, o BE explica que «os trabalhadores estão em greve para forçar a administração da empresa a satisfazer as suas principais reivindicações, depois de apenas pretender dar um aumento de salário ridículo no valor de 2%, não querendo aumentar o subsídio de refeição, nem responder a outras matérias do Caderno Reivindicativo 2025 (criação do subsídio de insalubridade, penosidade e risco; aumento dos valores do trabalho suplementar; negociação da tabela salarial e das carreiras, entre outras matérias)».
A greve «começou com forte adesão, estando parados os serviços da Triagem de Faro, Portimão, UTM de Portimão e a CVO de São Brás do Alportel. Os trabalhadores concentraram-se na Estação de Tratamento de São João da Venda (Faro) e no Aterro Sanitário do Barlavento. Num e noutro local sob fortes chuvadas, mas que não desmobilizaram as concentrações. Em São João da Venda a chuva era tal que forçou os trabalhadores a abrigarem-se sob o telheiro do serviço da entrada da Estação».
Neste local, onde esteve presente o Grupo Laboral do BE/Algarve, «estiveram também em solidariedade e apoio, outros sindicalistas, a coordenadora da USAL, Catarina Marques e o dirigente do Site Sul,António Hilário».
Segundo a nota do BE Algarve, a ALGAR possui atualmente 22 instalações em todo o Algarve e emprega cerca de 450 trabalhadores. «Bastantes são imigrantes de várias nacionalidades. Muitos deles aderiram à greve num bom exemplo de unidade de classe em luta pelos interesses comuns.
A greve começou ontem e continua hoje (dias 20 e 21 de janeiro) e também ao trabalho suplementar (começou no dia 18).
Pertencente ao grupo Mota-Engil, esta «é uma empresa bastante lucrativa e em desenvolvimento. Só a ganância patronal justifica a sua postura anti-laboral. Os trabalhadores têm toda a razão para a greve e para continuarem a luta até a empresa retomar as negociações e atender às suas reivindicações», remata o BE.
