O desafio foi pegar em folhas de papel, lápis de cor ou canetas de feltro, e retratar a visão que cada aluno tem do 25 de abril de 1974. A seleção dos melhores desenhos, na semana passada, não foi tarefa fácil para o júri, pois os estudantes empenharam-se. O prémio, como reconhecimento do esforço, será a publicação dos trabalhos selecionados em livro. Uns mais elaborados, outros mais coloridos, todos espelham uma memória histórica com a qual não contactaram e que construiram a partir de relatos. O certo é que o projeto «Barrigas e Magriços», promovido pela Junta de Freguesia de Portimão, está de volta para uma quarta edição, após três anos de interregno, com grande aceitação.
A ideia promovida, «nos anteriores executivos», parte do conto infantil «Barrigas e Magriços» de Álvaro Cunhal para desafiar as «escolas e jardins de infância locais a desenhar o que os alunos acham que foi a revolução dos cravos», explicou ao «barlavento» Álvaro Bila, presidente da Junta de Freguesia de Portimão. O projeto conta com o apoio do Partido Comunista Português (PCP). Aliás, é necessário que dê «autorização para fazer cada nova edição» ilustrada do conto, esclareceu o autarca.
Este ano, os resultados superaram as expetativas da organização. «Temos muitos trabalhos e só podemos escolher 20 para o livro, o que é muito difícil. No entanto, como temos desenhos muito bons posso adiantar que vamos fazer uma exposição com todas as participações, no Instituto Superior Manuel Teixeira Gomes (ISMAT), para entrar no programa das comemorações do 25 de abril» de Portimão. O local que acolherá a mostra coletiva fará também com que «os miúdos conheçam o centro da cidade e o ISMAT, que oferece saídas de ensino superior», acrescentou o presidente da Junta.
A par desta iniciativa será lançada a quarta edição do livro, com as duas dezenas de melhores trabalhos, elaborados com a ajuda de professores, educadores e pais que tiveram decerto que responder a muitas perguntas. A iniciativa «esteve interrompida, porque não costuma ser feita todos os anos», para não banalizar a ideia e abrir a possibilidade a que alunos que tenham participado, quando frequentavam o jardim de infância, voltem a fazê-lo na primária, justificou Bila. A mensagem é que todos devem «celebrar a liberdade» e, numa «altura em que a humanidade precisa de bons exemplos», «faz falta que as novas gerações recordem o que foi fazer uma revolução sem violência», considerou Álvaro Bila.
Será também nesta altura que a Junta de Freguesia de Portimão irá lançar o projeto «Janela da História», que consiste em instalar seis bancos com fotos de há cem anos da cidade, onde as pessoas vão poder tirar fotografias, e que serão oferecidas quatro bicicletas à PSP. «No âmbito do policiamento de proximidade já foi aprovada a oferta das bicicletas, bem como o orçamento, portanto estamos só à espera que cheguem para assinarmos o acordo com a PSP», adiantou.
Melhor espanta-espírito dá viagem ao Badoca Park
Tampas, caricas, garrafas de plástico, brinquedos partidos, pequenos ramos e até cápsulas de café não escaparam à criatividade dos alunos do quarto ano dos agrupamentos escolares da cidade de Portimão. O repto do concurso de construção de espanta- -espíritos, a partir de materiais recicláveis, foi lançado pela Junta de Freguesia local para celebrar o dia da árvore. A turma vencedora, da escola Major David Neto, foi premiada pela autarquia com uma viagem ao Badoca Safari Park, em Vila Nova de Santo André, no Alentejo. «Participaram os agrupamentos do Pontal, da Manuel Teixeira Gomes, a Júdice Fialho e a Nuno Mergulhão», disse Álvaro Bila, presidente da Junta de Freguesia de Portimão, ao «barlavento». O resultado foi anunciado na sexta-feira, 18 de março, na Quinta Pedagógica, perante os 350 alunos, que tiveram a oportunidade de ajudar a tratar dos animais e de ver os seus espanta-espíritos pendurados nas árvores.