Autoridade Marítima Nacional e Marinha alertam para agravamento do estado do mar e vento forte em Portugal, entre 22 e 25 de janeiro.
A Autoridade Marítima Nacional (AMN) e a Marinha Portuguesa alertaram para um agravamento considerável das condições meteorológicas e de agitação marítima em Portugal continental, a partir das 18h00 de quinta-feira, 22 de janeiro, até às 18h00 de domingo, 25 de janeiro.
De acordo com a previsão, a agitação marítima será caracterizada por ondulação de oeste-noroeste, com alturas significativas entre cinco e sete metros e períodos entre os 12 e os 13 segundos, afetando a generalidade da costa.
O Algarve constitui exceção nos dias 23 e 24 de janeiro.
São igualmente esperados ventos do quadrante norte a noroeste, com intensidade média entre 55 e 75 quilómetros por hora, podendo atingir rajadas até 110 quilómetros por hora.
Entre os dias 24 e 25 de janeiro é esperado um novo agravamento do estado do mar, com alturas significativas entre seis e oito metros e períodos entre os 14 e os 15 segundos.
Em algumas zonas a sudoeste, a ondulação poderá atingir alturas significativas entre oito e 10 metros, com altura máxima prevista de 16 metros.
Perante este cenário, a AMN e a Marinha recomendam, em especial à comunidade piscatória e à náutica de recreio que se encontre no mar, o eventual regresso ao porto de abrigo mais próximo e a adoção de medidas de precaução.
É igualmente recomendado o reforço da amarração e da vigilância das embarcações atracadas e fundeadas. As autoridades aconselham ainda os marítimos a manterem um estado de vigilância permanente e a acompanharem a evolução da situação meteorológica através dos avisos à navegação e das previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), bem como da informação disponibilizada pelas capitanias dos portos, evitando sair para o mar até à melhoria das condições.
À população em geral é desaconselhada a realização de passeios junto à orla costeira e nas praias, assim como a prática de atividades em zonas expostas à agitação marítima ou atingidas pela rebentação.
As autoridades sublinham que deve ser evitado o acesso e a permanência junto a falésias e zonas de arriba, recomendando uma postura preventiva.
Caso exista necessidade absoluta de deslocação à orla costeira, é aconselhada uma atitude de vigilância permanente, uma vez que, nestas condições, o mar pode alcançar zonas aparentemente seguras.