As Festas do Pescador, o tradicional certame mais aguardado do ano em Albufeira, está de regresso à Praça dos Pescadores, no primeiro fim-de-semana de setembro, entre os dias 5 e 7, com muita música e a melhor gastronomia da região.
Xerém, choquinhos e lulinhas com tinta, marisco variado, carapaus alimados, moreia frita, feijoada de búzios, choco frito, cataplana, caldeirada de peixe, e a famosa doçaria regional, com destaque para os dom rodrigo, bolos de figo, amêndoa e alfarroba e as tortas de laranja, são algumas das opções que se podem encontrar.
José Carlos Rolo, presidente da Câmara Municipal de Albufeira, sublinha que as Festas do Pescador são «uma iniciativa que aposta na identidade, na tradição e no reencontro de familiares e amigos, valores que fazemos questão de celebrar todos os anos e de transmitir às novas gerações».
Este certame teve início em 1997, como forma de homenagear os homens e mulheres que ao longo de séculos fizeram do mar o seu ganha-pão.
Atualmente, Albufeira tem menos de uma centena de pescadores profissionais, que saem e regressam da faina do Porto de Abrigo, paredes meias com a Marina, onde os veleiros, os catamarãs e outras embarcações transportam milhares de turistas para conhecerem a costa algarvia.
No primeiro dia, 5 de setembro (sexta-feira), as portas abrem, às 18h00, com a habitual visita do executivo para apresentação de cumprimentos aos representantes das várias associações locais presentes no certame que, ao longo dos anos, têm sido responsáveis pela oferta gastronómica do evento.
A animação em português é uma constante ao longo dos três dias.
Nesse sentido, no primeiro dia, o grupo de música de baile Duo 64 faz a primeira parte do espetáculo, a que se segue a atuação do grupo Sangre Ibérico, uma fusão de Fado e Pop Flamenco.
Trata-se de uma banda composta pela sonoridade singular da guitarra flamenca de Paulo Maia Matilde, acompanhada pela voz de Lúcia Mourinho, e pelo cajón flamenco de Alexandre Pereira: uma identidade única e bem identificada no mercado musical.
A banda ficou conhecida dos grandes palcos desde 2016, depois da sua passagem pelo «Got Talent», onde se revelaram como um dos mais interessantes projetos musicais em Portugal.
Em 2017, foram convidados a apresentar o seu primeiro single no «Got Talent Espanha» e, em 2018, lançaram o primeiro álbum, que entrou diretamente para o top nacional de vendas.
Em 2020 o grupo rumou até Jerez de La Frontera, em Espanha, onde teve a oportunidade de trabalhar com um dos melhores produtores de flamenco, Luis de Perikin, que já colaborou com grandes artistas, como Paco de Lucia, India Martinez, Ninã Pastori e Diego El Cigala.
A 6 de setembro, sábado, a noite vai ser dedicada à etnografia e à música popular. Trata-se do 27.º Festival de Folclore de Albufeira que conta com a atuação do Rancho Folclórico de Albufeira; Rancho Etnográfico de Danças e Cantares Barra Cheia (Alhos Vedros) Ronda Típica do Carreço (Viana do Castelo) e Rancho Folclórico da Freguesia de Capões (Viseu).
No domingo, 7 de setembro, as Festas do Pescador encerram com os Némanus que, com a sua irreverência e ritmos vibrantes, prometem pôr toda a gente a cantar e a dançar.
Os dois irmãos de Peniche, desde muito cedo que mostraram possuir dotes musicais, tocando e cantando em festas e arraiais, mas foi no ano de 2000 que nasceram como Némanus.
Trabalharam com produtores famosos e em 2010 começaram a produzir as suas próprias músicas, que não deixam ninguém indiferente como «Aiué do roça roça» que conta com mais de 11 milhões de visualizações no YouTube e «Dançando Kizomba», que já ultrapassa os 5 milhões.
A primeira parte do espetáculo é protagonizada por Nuno Balbino
As Festas do Pescador decorrem entre as 18h00 e as 01h00, e são de entrada livre.