Os proveitos dos empreendimentos turísticos subiram 9 por cento no terceiro trimestre, para 2,5 mil milhões de euros, anunciou hoje a associação da hotelaria AHP, destacando a trajetória de crescimento no verão, apesar dos sinais de abrandamento desde o início do ano.
«Durante o período de verão, os empreendimentos turísticos registaram 10,2 milhões de hóspedes (+4 por cento), acompanhados de 28 milhões de dormidas (+3 por cento) e 2,5 mil milhões de euros em proveitos totais (+9 por cento)», adiantou a Associação da Hotelaria de Portugal (AHP), em comunicado, com base também em dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), Banco de Portugal (BdP), Turismo de Portugal e ANA Aeroportos.
A associação destacou «o desempenho positivo do sector hoteleiro nacional, sem surpresas na época alta», e realçou que, apesar do crescimento relativo face a 2023, «naturalmente e como se previa, já não se registam crescimentos homólogos a dois dígitos, como no ano precedente».
No terceiro trimestre, o preço médio por quarto ocupado (ARR) fixou-se em 145 euros, uma subida homóloga de 6 por cento, enquanto o rendimento por quarto disponível (RevPAR) aumentou para 102 euros, um crescimento também de 6 por cento.
Já a taxa de ocupação manteve-se nos 70 por cento.
Numa análise por regiões, o Algarve manteve-se líder nas dormidas, apesar de um crescimento moderado de 1 por cento e registou o RevPAR mais elevado do país (135 euros).
Já na Madeira observou-se a maior taxa de ocupação do país, com 84 por cento, apesar de uma ligeira descida de um ponto percentual e a região liderou no crescimento da Tarifa Média de Quarto (ARR), com um aumento de 15 por cento para 127 euros.
No Norte registou-se um forte aumento do mercado norte-americano, com os EUA a representarem 12 por cento da quota de hóspedes não-residentes (+19 por cento), e no Centro observou-se o ARR mais baixo do país (91 euros), embora se tenha verificado uma subida homóloga de 4 por cento.
A região da Grande Lisboa registou o ARR mais alto a nível nacional, com uma subida de 5 por cento para 166 euros, enquanto no Alentejo se verificou um crescimento de 4 por cento nas dormidas de residentes e de 12 por cento nas receitas totais.
De acordo com o Banco de Portugal, as receitas provenientes do turismo estrangeiro atingiram 10,6 mil milhões de euros no terceiro trimestre (+8 por cento), representando 24 por cento das entradas de capital na economia portuguesa.
O Reino Unido liderou entre os mercados emissores, gerando 1,6 mil milhões de euros, seguido de França (1,5 mil milhões) e Espanha (1,2 mil milhões).
De acordo com a análise da AHP Research, apesar da diminuição em volume, o mercado francês destacou-se pelo elevado poder de compra, gerando receitas médias de 915 euros por dormida, a mais alta entre todos os mercados emissores.