Projeções das televisões apontam para uma descida da abstenção nas eleições presidenciais, com estimativas entre 35,6% e 43%, muito abaixo do valor registado em 2021.
A Rádio e Televisão de Portugal (RTP) avançou, às 19h00, uma previsão de abstenção entre os 37% e os 43%. A Sociedade Independente de Comunicação (SIC) e a Televisão Independente (TVI) estimaram um intervalo entre os 35,6% e os 40,6%.
Nas eleições presidenciais de 2021, a taxa de abstenção atingiu os 60,76%, o valor mais elevado de sempre. Contribuíram para esse resultado a pandemia de COVID-19 e o recenseamento automático dos portugueses residentes no estrangeiro.
Mais de 11 milhões de eleitores foram hoje chamados a escolher o novo Presidente da República, que irá suceder a Marcelo Rebelo de Sousa, impedido de se recandidatar por ter atingido o limite de mandatos. A eleição contou com 11 candidatos aceites, um número recorde.
Os candidatos nesta eleição foram Gouveia e Melo, Luís Marques Mendes (apoiado pelo PSD e CDS), António Filipe (apoiado pelo PCP), Catarina Martins (Bloco de Esquerda), António José Seguro (apoiado pelo PS), o pintor Humberto Correia, o sindicalista André Pestana, Jorge Pinto (apoiado pelo Livre), Cotrim Figueiredo (apoiado pela Iniciativa Liberal), André Ventura (apoiado pelo Chega) e o músico Manuel João Vieira.
Caso um dos concorrentes obtenha mais de metade dos votos validamente expressos, será eleito já hoje chefe de Estado. Se tal não acontecer, realizar-se-á uma segunda volta a 08 de fevereiro, entre os dois candidatos mais votados.
Segundo a Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna, estavam inscritos nos cadernos eleitorais 11.039.672 eleitores à data de referência de 03 de janeiro, mais 174.662 do que nas eleições presidenciais de 2021.
Deste total, 218.481 eleitores recenseados no território nacional, incluindo o atual Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, inscreveram-se no voto antecipado em mobilidade, que decorreu no passado domingo.
Esta é a 11.ª eleição, em democracia, desde 1976, para o Presidente da República.
No boletim de voto constam 14 nomes, incluindo os de Joana Amaral Dias, José Cardoso e Ricardo Sousa, cujas candidaturas não foram aceites pelo Tribunal Constitucional devido a irregularidades processuais.
Foto: Bruno Filipe Pires