Confagri alerta que o setor agroalimentar enfrenta pressão devido às consequências do mau tempo, à guerra no Médio Oriente e ao aumento dos custos de produção.
Em comunicado, a confederação explicou que o conselho de administração reuniu para avaliar as situações que estão a colocar o setor numa posição de fragilidade face aos desafios recentes do mercado, segunda-feira, 23 de março, e critica a «passividade» do Governo.
Entre as preocupações apontadas está o atraso na reposição do potencial produtivo dos agricultores afetados pelo mau tempo.
A Confagri critica ainda a ausência de medidas para apoiar o setor agrícola perante o aumento dos custos dos fatores de produção, nomeadamente do gasóleo agrícola, agravados pelo início da guerra no Médio Oriente.
A confederação apontou também a situação de impasse nos laboratórios de sanidade animal.
Segundo aquela entidade, somam-se a falta de medidas de contingência para a Dermatose Nodular Contagiosa, o incumprimento de promessas do Executivo e a insuficiente dotação orçamental para responder às necessidades de investimento e às expectativas criadas para o setor.
Solidária com o descontentamento que se faz sentir no terreno, a confederação apelou ao primeiro-ministro, Luís Montenegro, para que considere estas questões já no próximo Conselho de Ministros.
Caso contrário, advertiu, poderá acentuar-se «a percepção de falta de consideração para com o setor agroalimentar, que se traduz na ideia de que o Governo trata a agricultura como se fosse o parente pobre da economia».