O Sindicato dos Profissionais de Polícia (SPP/PSP) reiterou hoje que não aceitará qualquer tentativa de induzir os cidadãos em erro, numa reação ao comunicado emitido pelo Ministério da Administração Interna (MAI), no dia 4 de maio.
«Consideramos incompreensível que o Ministério da Administração Interna (MAI) teime em não querer compensar o risco dos polícias, de acordo com o valor e condições de aplicabilidade que já existem (na PJ), para compensar esse mesmo risco (insalubridade, penosidade e ónus relacionas com a profissão) agregado à atividade policial», afirmou, em comunicado, a estrutura sindical representativa de agentes, chefes e oficiais.
Em causa estão as negociações em curso com o Governo, que levaram o MAI a garantir ser falso que alguns profissionais possam perder rendimento. De acordo com a tutela, no âmbito da proposta apresentada, «todos os guardas e polícias têm um aumento de retribuição, garantindo no mínimo mais 1.050 euros por ano, e para parte deles, mais do que isso».
Para o sindicato, a proposta inicial apresentada pelo Governo revelou falta de compreensão sobre a realidade e o comunicado tenta sustentar algo que foi repudiado por todas as organizações sindicais: «Tentar fazer notícia, divulgando os vergonhosos valores que se projeta como aumento anual, inflacionando os números, não nos parece sério, pois os policias recebem ao mês e não ao ano e só recebem o valor líquido».
«Tentar fazer passar para a população que os polícias vão ter um aumento de 75 euros, não corresponde ao que nos foi apresentado, pois esse valor corresponde unicamente a uma cláusula de salvaguarda aplicada só aos que ficariam a ganhar menos com esta proposta do governo (imagine-se, uma proposta de valorização em que se fica a ganhar menos e por esse motivo obrigar a uma clausula de salvaguarda)», lê-se no comunicado do sindicato.
Segundo a organização, os polícias recebem, no máximo, dois a três suplementos «de baixo valor», porque muitos, são incompatíveis entre si e outros só estão disponíveis para uma pequena parte dos profissionais.
«Não corresponde à verdade que a proposta agora apresentada pelo atual governo siga o mesmo racional de critérios do Suplemento de Missão (atribuído à PJ) e espanta-nos mais essa afirmação, pois qualquer comparação que saia dos 15 por cento do IR 115, aplicado ao pessoal da Investigação Criminal da PJ, não faz qualquer sentido e representa uma afronta aos polícias da PSP», defendeu o SPP/PSP.
A plataforma de sindicatos e associações da PSP e da GNR considerou a proposta para o novo suplemento de missão «inaceitável e vexatória», prometendo apresentar uma contraproposta.
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