Colocação no mercado dos últimos terrenos virgens, um novo hotel de luxo na calha e a expansão de Victory Village são algumas das novidades para a Quinta do Lago anunciadas pelo CEO do resort, Sean Moriarty. Legado de André Jordan é para manter intacto, garante.
Sean Moriarty, CEO da Quinta do Lago desde 2016, tem vindo a atualizar a imagem de resort de golfe tradicional de forma a torná-lo noum dos destinos de lifestyle mais exclusivos e sustentáveis da Europa. O conceito, contudo, remonta a 1971, quando o fundador da Quinta do Lago, André Jordan, recentemente falecido, criou o masterplan para uma área residencial de baixa densidade, inspirada na paisagem natural da Ria Formosa, que ainda hoje se mantém. Apenas 9 por cento de toda a propriedade é utilizada para a construção de habitações, preservando-se intacta toda a área verde.
«Temos agora os últimos lotes virgens a serem desenvolvidos, virados para o campo Norte, entre os buracos 2 e 4. [O empreendimento] chama-se The North Grove», revela Sean Moriarty. São 13 lotes com áreas que variam entre os 1500 e 1700 metros quadrados (m2). «Talvez venhamos a construir um ou dois lotes e vender os restantes, porque a procura é muita», antecipa. Apesar de não haver limitações arquitetónicas ou de design, os futuros proprietários só podem construir até 20 por cento da área do lote o máximo de dois pisos em altura.
«É o sonho de qualquer arquiteto, que pode criar projetos híbridos entre o tradicional e o moderno, mas deve respeitar as regras. É essa a tradição, e a paisagem nunca foi alterada. Para quem joga golfe, este aspeto é único. O campo de visão é elevado, proporcionando vistas para Faro e a serra de Loulé, o que é pouco comum. Este é, provavelmente, o nosso projeto mais imediato, com bastantes infraestruturas a desenvolver», revela Sean Moriarty. Os lotes começaram agora a ser comercializados. «Pensamos que esta é a altura certa», acrescenta.
Outros planos de expansão a curto prazo remontam aos primórdios da criação do resort. «Ainda no que diz respeito ao imobiliário, comprámos nove lotes grandes, com cerca de 9500 m2 de área de construção, em Victory Village. Este foi um dos primeiros condomínios a serem construídos na Quinta do Lago. Estes [lotes] haviam sido adquiridos pelos bancos há alguns anos. Na altura não nos interessavam particularmente, mas começámos a reparar que atraíam muito interesse. Como estamos preocupados em proteger o masterplan original, intervimos e comprámos os terrenos. Agora, estamos a desenvolver um projeto que irá realmente melhorar toda aquela zona», afirma o CEO.
O objetivo é «reter a comunidade existente, criar uma nova e dar um novo coração a Victory Village», ao exemplo do empreendimento Reserva, «que foi um grande sucesso» no mercado. O novo projeto vai contar com apartamentos, moradias em banda e moradias independentes, num total de 39 propriedades de construção nova.
Mas não é tudo, segundo o CEO da Quinta do Lago. Outro novo projeto (AL1) deverá ser um empreendimento turístico com 200 quartos, a implementar num terreno de 47 mil m2, mesmo à entrada do resort.
«Isso também está previsto no masterplan. Poderemos vir a fazer um aparthotel de cinco ou seis estrelas. Construir o nosso próprio hotel está nos nossos planos para os próximos dois anos. Temos mantido contacto com algumas das mais prestigiadas marcas internacionais que se têm mostrado muito interessadas numa parceria connosco para explorar esta unidade». Em relação à arquitetura, «estamos a analisar designs que não são muito comuns cá», adianta Sean Moriarty.
Sobre o golfe, que está «mais ativo do que nunca», o CEO afirma que nos últimos cinco anos a Quinta do Lago tem vindo a desenvolver novas iniciativas para fomentar a sustentabilidade, poupar água e reduzir a sua pegada de carbono nos campos.
Na recente remodelação do campo sul, a equipa de Moriarty trabalhou com a Golf Environment Organisation. Foi instalado um sistema de irrigação de última geração, que alimenta os trilhos naturais e rega a quinta orgânica Q Farm, que fornece produtos aos restaurantes do resort.
«Mudámos todos os tipos de relva e agora utilizamos menos 60 por cento de água do que antes desta remodelação. Para quem nos visita e aprecia os nossos canteiros de flores, posso dizer que agora são todos regados com água reutilizada. Estamos também a analisar planos micro e macro, a desenvolver, e queremos investir no reaproveitamento de água tanto quanto possível», garante.
Quanto ao incêndio que atingiu os limites do resort em julho de 2022, quase já não restam vestígios. «A verdade é que conseguimos recuperar muito rapidamente. No rescaldo, juntámos as autoridades locais de forma a desenvolver um plano de prevenção para evitar que uma situação semelhante se repita, ou, se por acaso vier a acontecer, que ao menos o tempo de reação seja mais rápido. Conseguimos angariar fundos para a proteção civil, para que pudessem comprar equipamento para registar o calor e prevenir incêndios com antecedência. Vamos continuar a apoiar esta ação», garante.
Segundo Sean Moriarty, os mercados mais fortes do resort continuam a ser o Reino Unido e a República da Irlanda, mas também se regista um aumento da procura por parte dos mercados nacional e americano.
A Quinta do Lago está também a cativar cada vez mais um público jovem, diz o CEO. O regime de benefícios fiscais em Portugal para investidores estrangeiros e a oferta de instalações desportivas, como o complexo polivalente The Campus, que é frequentado tanto por equipas desportivas profissionais como por residentes, são também fortes atributos de atração.
Ainda sobre a sustentabilidade. «É algo que levamos muito a sério e de que nos orgulhamos muito. Julgo que hoje existe uma verdadeira separação de quem é quem no mundo e, nesse aspeto, diria que os nossos clientes nos veem como líderes», conclui Moriarty.

