O Centro de Operações de Proteção e Socorro (CDOS) de Faro registou 55 ocorrências na segunda-feira, 24 de outubro. Foram destacados para o terreno 49 operacionais de nove corporações de bombeiros, apoiados por oito veículos. Olhão foi concelho mais afetado, com fortes rajadas de vento a causarem estragos no núcleo urbano da cidade, ao final da tarde.
A intempérie causou danos no Pavilhão Municipal e em viaturas estacionadas nas imediações. Há registo de telhados e árvores arrancadas e sinais de trânsito caídos. A ventania provocou ainda prejuízos nos concelhos de São Brás de Alportel e Tavira.
Em Faro, a Loja do Cidadão teve de ser encerrada durante duas horas e houve inundações em zonas de difícil escoamento das águas. Ao final da tarde, uma célula de mau tempo com trovoadas e chuva forte causou algumas complicações ao tráfego aéreo no Aeroporto Internacional de Faro.
Ao que o «barlavento» apurou, não houve qualquer emergência declarada ou incidente. Várias aeronaves circularam por cima de Portimão à espera de abertas para se fazerem à final da pista 10, procedimento que apesar de normal, provocou algum receio na capital do Barlavento algarvio.
Alguns aviões afastaram-se até à zona de Sines e houve tripulações que consideraram divergir para Sevilha. Também, de acordo com informação do Instituto do Mar e Atmosfera (IPMA), há relatos de um tornado em Olhão, às 19h45. Já no Alentejo foram reportados outros três fenómenos idênticos. Estes dados são suportados por declarações dos Bombeiros locais e da Autoridade Nacional de Proteção Civil. «Estes casos estão a ser documentados em detalhe pelo IPMA e analisados com base na observação meteorológica existente», revelou o IPMA.