Os discursos da noite na Festa do Pontal, que marca a rentrée do Partido Social Democrata (PSD), no domingo, dia 14 de agosto, no Calçadão de Quarteira, colocaram em evidência os problemas que o Algarve continua a sentir, segundo a visão dos sociais-democratas.
Perante 2100 militantes, Pedro Passos Coelho subiu ao palco apenas como presidente do partido, onde esgrimiu um discurso dirigido para a economia nacional, argumentando que há um ano, o país registava «um crescimento assinalável». Hoje, «os dados alteraram-se e não foi para melhor. O investimento público desapareceu e esta solução de governo está esgotada, não tem nada para oferecer do ponto de vista económico» e social, «porque esta troika governativa só sabe fazer o que é fácil», acusou.
Rui Cristina, líder da concelhia de Loulé centrou-se nas eleições autárquicas, nos problemas de mobilidade dos algarvios devido às portagens na A22 e as dificuldades inerentes à requalificação da EN 125. Por outro lado, o líder da JSD do Algarve, Carlos Gouveia Martins, falou sobre a Via do Infante, a saúde e a taxa de desemprego, que em agosto de 2015 registava «30 meses de decréscimo graças ao esforço do PSD. Em 2014, as críticas em relação aos 10,1 por cento eram a sazonalidade e, hoje, os 8,1 por cento são mérito», ironizou.
Já David Santos, presidente da distrital, lembrou a necessidade de discutir a regionalização, criticou as questões da saúde, das juntas médicas da ADSE terem sido transferidas para Lisboa, as alterações do IMI, e ainda a exclusão do Algarve no regime do gasóleo profissional. As críticas chegaram também à cultura. Apesar de existir uma «Direção Regional da Cultura no Algarve, pegaram em 1,5 milhão de euros e resolveram distribuí-lo, como uma estrutura de missão», mas colocaram como responsável «a anterior diretora regional, do tempo do governo socialista», concluiu.
