A Praia da Rocha terá um sistema de aviso à população, que será ativado em caso de alerta de tsunami, a implementar até ao final deste mês, segundo disse ao «barlavento» Isilda Gomes, presidente da Câmara Municipal de Portimão.
A apresentação pública do novo projeto, que se estreará em solo algarvio, decorreu durante a sessão de encerramento da Feira Internacional de Segurança AlgarSafe’16, no domingo passado, no Portimão Arena.
O projeto deverá depois ser alargado a outras zonas do município, de forma a que todo o concelho fique coberto. «É um sistema que até é usado nas barragens para as zonas de auto-salvamento», explicou ao «barlavento» o comandante operacional do Centro Municipal de Proteção Civil de Portimão, Richard Marques.
Mal haja um alerta do Instituto do Mar e da Atmosfera (IPMA), é ativado o sistema pelo centro de proteção civil local, sendo emitido um sinal sonoro e um conjunto de gravações que indicam às pessoas qual o procedimento e quais as zonas para onde se devem dirigir. Este sistema só existe a nível nacional, em Cascais, segundo adiantou ainda a autarca. Mais tarde serão desenvolvidos produtos informativos, cartazes e sinalização, para ajudar as pessoas a que percebam o que devem fazer em caso de alerta de tsunami.
A autarca admite que gostará que este sistema nunca tenha que ser utilizado, mas a verdade é que o concelho está «numa região sísmica e tudo o que poder ser feito para prevenir qualquer imprevisto é fundamental». O sistema permite avisar com tempo as pessoas para que estas se possam dirigir para sítios seguros, evitando perdas de vida, garantiu ainda a edil.
O acordo assinado com a autarquia prevê que «o equipamento não tem custos para o município, sendo uma oferta da empresa. É o primeiro no Algarve. É pioneiro. Mas, é óbvio que quem fica com a obrigatoriedade de o acionar em caso de necessidade é o serviço municipal de proteção civil. Em caso de falha passará a responsabilidade ao serviço distrital». A autarca não tem dúvidas de que é necessário «investir nesta área da proteção e segurança», reforçou.
O equipamento até esteve em exposição na feira internacional, que segundo Richard Marques, teve um balanço muito positivo. Durante os quatro dias entraram pela porta principal sete mil visitantes, número que pecará por ser menor do que o real, pois a entrada era gratuita e havia outros três acessos não controlados, ao nível da contagem de visitantes.
«Muitos dos que já participaram noutras feiras, até internacionais, disseram que nunca viram uma proximidade, uma organização tão cautelosa, a nível do apoio logístico, da dinâmica», assegurou Richard Marques. Segundo o responsável participaram 72 entidades, 160 espaços comerciais, numa área de mais de 8500 metros quadrados (interior e exterior), tendo sido organizado 58 atividades em paralelo.